sábado, 5 de novembro de 2016

Histologia Animal ( em montagem)





Histologia Animal

Histologia ( do grego: hydton = tecido + logos = estudos) é a ciência que estuda os tecidos.
Os tecidos animais se agrupam em quatro categorias: tecido epitelial, tecido conjuntivo (tecido cartilaginoso, ósseo e sanguíneo)  , tecido muscular e tecido nervoso .

Formação dos Tecidos --> Organogênese




1º) Tecido Epitelial
O tecido epitelial, ou epitélio, reveste a parte externa do corpo,  os órgãos e cavidades dentro do corpo. São formados por células estreitamente coesas, havendo pouca substância intercelular.
Os epitélios são derivados a partir dos três folhetos germinativos, embora a maioria deles derivam do ectoderma e do endoderma. O ectoderma dá origem ao epitélios de revestimento das mucosas nasal e oral, da córnea, a epiderme, glândulas da pele e as glândulas mamárias; o endoderma  dá origem ao figado, pâncreas, revestimento dos tratos respiratório e gastrointestinais, e o mesoderma dá origem aos tubos dos rins, epitélios dos sistemas reprodutores.
a) Tipos de Tecido epitelial

a¹) Epitélio de revestimento
As camadas de células adjacentes estão firmemente unidas por desmossomos ou interdigitações, com isso elas apresentam pouca substância intercelular e pouca matriz extracelular. Quase todos os epitélios possuem, na superfície de contato com o tecido conjuntivo, uma região formada por  glicoproteínas e fibras de proteínas, dita lâmina basal, ela promove a adesão entre os dois tecidos.


Os epitélios podem ser classificados quanto ao número de células:
  • Quando os epitélios são formados por uma só camada de células, são chamados de epitélios simples ou uniestratificados (do latim uni, um, e stratum, camada).
  • Já os epitélios formados por mais de uma camada de células são chamados estratificados.
  • Existem ainda epitélios que, apesar de formados por uma única camada celular, têm células de diferentes alturas, o que dá a impressão de serem estratificados. Por isso, eles costumam ser denominados pseudo-estratificados.
Quanto à forma das células, os epitélios podem ser classificados em:
  • Pavimentosos, quando as células são achatadas como ladrilhos;
  • Cúbicos, quando a célula tem forma de cubo, ou
  • Prismáticos, quando as células são alongadas, em forma de coluna.

No epitélio que reveste a bexiga, a forma das células é originalmente cúbica, mas elas se tornam achatadas quando submetidas ao estiramento causado pela dilatação do órgão. Por isso, esse tipo de epitélio é de denominado, por alguns autores, epitélio de transição.

epitélio simples pavimentoso
(tirado do livro histologia e biologia celular Abrahan Kierszenbuam)


epitélio simples cilíndrico
(tirado do livro histologia e biologia celular Abrahan Kierszenbuam)



epitélio simples cúbico
(tirado do livro histologia e biologia celular Abrahan Kierszenbuam)

                                                                                     epitélio pavimentoso estratificado moderadamente esôfago
                                                       (tirado do livro histologia e biologia celular Abrahan Kierszenbuam)
                                                                                   
epitélio pavimento estratificado altamente queratinizado
 (tirado do livro histologia e biologia celular Abrahan Kierszenbuam)
a²) Epitélios que revestem cavidades
A membrana que reveste as cavidades, formada pelo tecido epitelial e conjuntivo é dita mucosa.
o epitélio do intestino delgado é constituído por uma camada simples de células cilíndricas, que tem a função de absorver alimentos. Para aumentar a absorção essas células possuem microvilosidades, que são dobras na superfície em forma de dedos.
Epiderme
A pele é o maior órgão do corpo humano e tem como funções protegê-lo de agentes químicos, biológicos e físicos, manter a sensibilidade táctil e auxiliar na manutenção da sua temperatura. A pele é formada por tecido conjuntivo e epitelial. Este último, além da ação protetora, também tem função de revestimento de órgãos internos. É o que faz o epitélio de absorção dos intestinos ou o epitélio de trocas gasosas dos alvéolos.
As células das camadas mais profundas estão sempre se dividindo e substituem as células superficiais que foram desgastadas. temos também os melanócitos, que produzem a melanina, pigmento responsável pela cor da pele e protegem contra a radiação ultravioleta. Há também muitas terminações nervosas.
Anexos da pele: unha, pelo

b) Epitélio de secreção: Glândulas

As glândulas se originam a partir de brotamentos e invaginações de células epiteliais, as quais abandonam a superfície onde se desenvolvem e penetram no tecido conjuntivo subjacente, produzindo uma lâmina basal ao seu redor. 
há três tipos de glândulas:
1ª) glândulas exócrinas: secretam seus produtos através de ductos para fora, ou seja, para a superfície epitelial interna ou externa. Exemplos: glândulas sebáceas, sudoríparas, mamárias, lacrimais e salivares. Nas glândulas sebáceas  a secreção é formada pela própria célula, que acumula sua secreção, morre e é eliminada. As partes remanescentes regeneram a parte perdida, por isso elas são ditas: holócrinas;  e as outras, que eliminam apenas secreção sem provocar a morte, são ditas merócrinas. Existem, ainda, glândulas cujas células secretoras perdem uma certa parte de citoplasma ao eliminarem sua secreção: as glândulas apócrinas. Um exemplo desse tipo é a glândula mamária.

2º) Glândulas endócrinas: liberam seu produto, que são os hormônios, nos vasos linfáticos ou sanguíneos, para que sejam distribuídos aos respectivos órgãos-alvo.Ex: hipófise, tireoide, e outras 

3º) Glândulas Mistas: também denominadas mesócrinas ou anfícrinas, elas lançam seus produtos tanto no sangue como em cavidades abertas.




2º) Tecido Conjuntivo
O tecido conjuntivo constitui um elemento de continuidade com os tecidos, epiteliais, musculares, nervosos e também com os tecidos conjuntivos especializados (sangue, cartilagem e ossos). Ele se origina do mesênquima, um tecido embrionário originado da mesoderme e formado por células imersas em uma substância viscosa.  As células do mesênquima, células mesenquimais, são formadas a partir de células do folheto intermediário do embrião, o mesoderma, no fim do primeiro mês de vida intrauterina.
O tecido conjuntivo fornece a estrutura de apoio e conexão para todos os outros tecidos. Ele é formado por células e uma matriz extracelular, que é constituída por : colágenos, glicoproteínas não colagenosas e por uma substância amorfa, dita, proteoglicano. As suas células têm papéis importantes no armazenamento de metabólitos, respostas imunológicas e inflamatórias e no reparo de lesões.
O tecido conjuntivo é suprido diretamente por vasos sanguíneos e linfáticos e por nervos e as suas células são separadas pelos componentes da matriz extracelular.
Principais funções:

  • fornecer suporte estrutural
  • servir de meio para trocas
  • ajudar na defesa e na proteção do corpo
  • funcionar como local para armazenamento de gordura
Tipos de tecido conjuntivo

a) Tecido Conjuntivo Propriamente Dito (TCPD)
A função desse tecido é sustentar e nutrir tecidos não vascularizados , como  o epitelial. Ele se localiza abaixo do epitélio e em volta dos órgãos, preenchendo espaços e fazendo ligações entre dois tecidos diferentes.
Substância Fundamental: é um material amorfo, com aspecto de gel, formado por glicosaminoglicanos (longos polímeros não ramificados de dissacarídeo, como o ácido hialurônico) e por mucopolissacarídeo ( proteoglicanos) eles contém nitrogênio, são ligados covalentemente com o ácido hialurônico, formando moléculas grandes, responsáveis pelo estado em gel da matriz.
Fibras:há três tipos de fibras:
  • Colágenas: são inelásticas e possuem grande resistência a força de tração;
  • Elásticas: são constituídas por elastina e microfibrilas de fibrilina, são altamente elásticas;
  • Reticulares: São formadas por um tipo de colágeno associados a glicoproteínas, são  ramificadas e formam um trançado firme que liga o tecido conjuntivo aos tecidos vizinhos. O tecido reticular forma grande parte do estroma da medula óssea e dos órgãos linfóides, como os linfonodos e o baço.
De acordo com a quantidade de fibras , o tecido conjuntivo é classificado em:
Frouxo: poucas fibras, é delicado, flexível e está espalhado por todo o corpo, preenchendo espaços e servindo de apoio aos epitélios sustentando os órgãos. Os grandes espaços entre as fibras são ocupados por uma matriz semifluida e por células conjuntivas. Ex. tecido adiposo.
Denso: possui muitas fibras colágenas , o que lhe confere resistência e densidade. É encontrado na derme formando cápsulas em órgãos como o fígado e o baço; nos ligamentos, ligando osso entre si; e nos tendões, ligando o músculo ao osso.
Dependendo da orientação das fibras, ele pode ser:
denso modelado: também chamado de tecido conjuntivo denso tendinoso, as fibras estão organizadas em um sentido, nos tendões e ligamentos elas são paralelas ao sentido da tração do músculo.
denso não modelado: também chamado de tecido conjuntivo fibroso ou denso irregular as fibras colágenas estão aleatoriamente orientadas, como na derme. As fibras que predominam são as fibras reticulares  elásticas.


Células do Tecido Conjuntivo
As células do células do tecido conjuntivo propriamente dito estão agrupadas em duas categorias:
células fixas: formam um conjunto de células residentes que se desenvolvem e permanecem nesse tecido exercendo as suas funções, elas são estáveis e com vida longa. 
Elas são: fibroblasto, adiposas, mastócitos,macrófagos e pericitos.
Pericitos: envolvem células endoteliais dos capilares e pequenas vênulas e tecnicamente situam-se fora do compartimento do tecido conjuntivo por possuírem sua própria lâmina basal.
células transitórias: são células livres ou migrantes, originam-se na medula óssea e circulam na corrente sanguínea. Ao receberem um estímulo migram da corrente sanguínea para o tecido conjuntivo onde exercerão suas funções. Esse tipo de célula tem vida curta (lábeis) e são substituídas continuamente. Elas são: plasmócitos, linfócitos, neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e macrófagos.

retirado do livro Biologia das células vol 1
do Amabis

Macrófago 
Célula ovoide, podendo conter longos prolongamentos citoplasmáticos e inúmeros lisossomos. Responsável pela fagocitose e pinocitose de partículas estranhas ou não ao organismo. Remove restos celulares e promove o primeiro combate aos microrganismos invasores do nosso organismo. Ativo no processo de involução fisiológica de alguns órgãos ou estrutura. É o caso do útero que, após o parto, sofre uma redução de volume


Mastócito

Célula globosa, grande, sem prolongamentos e repleta de grânulos que dificultam, pela sua quantidade, a visualização do núcleo. Os grânulos são constituídos de heparina (substância anticoagulante) e histamina (substância envolvida nos processos de alergia). Esta última substância é liberada em ocasiões de penetração de certos antígenos no organismo e seu contato com os mastócitos, desencadeando a consequente reação alérgica.





Plasmócito
Célula ovoide, rica em retículo endoplasmático rugoso (ou granular). Pouco numeroso no conjunto normal, mas abundante em locais sujeitos à penetração de bactérias, como intestino, pele e locais em que existem infecções crônicas. Produtor de todos os anticorpos no combate a microrganismos. É originado no tecido conjuntivo a partir da diferenciação de células conhecidas como linfócitos B.





Tecido Conjuntivo Adiposo
Possui mais células adiposas ou adipócitos, são células que acumulam gordura, do que fibras colágenas e substância fundamental amorfa..
A função desse tecido é reserva de energia e proteção contra o frio. Ele aparece envolvendo órgãos, protegendo-os contra traumatismo durante os movimentos do corpo. Aparece em  cavidades de alguns ossos, como a medula óssea, ao redor dos rins e coração, e forma uma camada sob a pele dita hipoderme ou tela subctâneaAs células adiposas possuem um grande vacúolo central de gordura, que aumenta ou diminui, dependendo do metabolismo.

(retirado: integra estética)


Classificação
O tecido adiposo é classificado pela quantidade de gotículas de gordura presentes nos adipócitos. eles podem ser: tecido adiposo unilocular ( gordura branca) e tecido adiposo multilocular ( gordura marrom).

  • tecido adiposo branco: é a principal reserva de energia, longo prazo. Cada célula adiposa contém uma unica gotícula lipídica, o que lhe confere a cor branca. Nas pessoas cuja dieta é rica em carotenoide esse tecido é amarelo. Ele é irrigado por vasos sanguíneos que formam redes de capilares por todo o tecido. Estes vasos têm acesso através dos septos de tecido conjuntivo, que dividem a gordura em lóbulos. As membranas plasmáticas das células adiposas branca possuem receptores para várias substâncias: insulina, noradrenalina, glicocorticoides e hormônio do crescimento. Ele está presente na camada subcutânea da pele, acumulando-se em locais específicos, como: no pescoço, na cavidade abdominal, no quadril, nas nádegas e nos ombros nos homens e nas mulheres encontra-se nas nádegas, seios, face lateral das coxas, na cavidade abdominal e no quadril. 

  • tecido adiposo marrom: serve para dissipar energia, em vez de acumular.Ele armazena a gordura em várias gotículas. Ele é muito vascularizado porque os vasos estão localizados próximos aos adipócitos. Fibras nervosas amielínicas penetram nesse tecido, e os axônios terminam junto aos vasos sanguíneos e as células adiposas. Ele é encontrado principalmente nos animais que hibernam e nos filhotes da maioria dos mamíferos. Por causa da grande quantidade de mitocôndrias nos adipócitos, esse tipo de tecido fornece muito calor
     




Tecido Conjuntivo Cartilaginoso
O tecido cartilaginoso, ou simplesmente cartilagem, apresentam consistência firme, mas não é rígido como o tecido ósseo. Tem função de sustentação, reveste superfícies articulares facilitando os movimentos e é fundamental para o crescimento dos ossos longos. Além de fibras colágenas e elásticas, o tecido cartilaginoso possui glicídios e glicoproteínas, conferindo-lhe essa consistência firme e flexível.É encontrado na orelha, no nariz, na traqueia, nos brônquios e também nas articulações, onde dois ossos se tocam, cobrindo a sua superfície para diminuir o atrito entre eles, isso é garantido pela presença de um líquido lubrificante, o líquido sinovial

Ele é formado por células grandes e globosas, ditas condrócitos que se acham localizadas nos condroplastos, que são pequenas lacunas escavadas na substância intercelular. as células cartilaginosas que produzem grande quantidade de fibras proteicas são ditas condroblastos e quando sua atividade metabólica diminui são ditas condrócitos. estas células ainda são capazes de divisão celular e formam grupos de duas ou quatro células ou mais dentro de uma lacuna. Estes grupos são ditos:grupos isógenos
O tecido cartilaginoso é destituído de vasos sanguíneos e de nervos. O alimento para manter suas células vivas é retirado do tecido conjuntivo que envolve a cartilagem. Essa bainha de tecido conjuntivo é dita pericôndrio
1.     Condroblasto
2.     Condrócito
3.     Grupo Isógeno
4.     Matriz Cartilaginosa

Tipos de Cartilagem
a) Cartilagem hialina
Esse é o tipo mais comum presente no organismo, que possui uma matriz com fibrilas delicadas de colágenos do tipo II. Sua função é a formação do esqueleto do embrião, e também está presente entre a diáfise e a epífise dos ossos longos, tendo como função o crescimento do osso em extensão.
Quando o indivíduo é adulto, essa cartilagem está presente ainda na traqueia, na parede das fossas nasais, brônquios e nas extremidades das costelas, além de recobrir as superfícies articulares dos ossos longos. É vascular e revestida pelo pericôndrio, exceto na cartilagem articular.

b) Cartilagem fibrosa --> Fibrocartilagem
Sua matriz é formada por fibras de colágeno do tipo I e é encontrada em discos intervertebrais, no ponto de inserção de alguns tendões e ligamentos, além de também estar presente na sínfise pubiana. Não possui pericôndrio e geralmente é avascular

 

c) Cartilagem elástica
Por último, temos a cartilagem elástica que possui fibrilas escassas do tipo II e uma grande quantidade de fibras elásticas. Pode ser encontrada no conduto auditivo externo, no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na epiglote, na trompa de Eustáquio e na cartilagem cuneiforme da laringe.Ela é avascular e revestida pelo pericôndrio.

 Tecido Conjuntivo Ósseo
O tecido ósseo é um tecido conjuntivo especializado cuja matriz extracelular é calcificada, aprisionando as células que a secretam. Ele é um tecido duro, porém é muito dinâmico, muda constantemente sua forma em relação ao tipo de estresse mecânico sofrido por ele. Por exemplo: 
* pressões aplicadas sobre o tecido ósseo levam à reabsorção de sua matriz;
* tensões aplicadas sobre ele levam ao desenvolvimento de um novo tecido ósseo. 
O tecido ósseo é a armação estrutural primária de sustentação e proteção do corpo incluindo o cérebro, medula espinhal e dos órgãos encontrado na caixa torácica (pulmão e coração); os ossos são as alavancas para os músculos esqueléticos aumentarem a sua força de movimento. O tecido ósseo é um reservatório de sais de cálcio, fósforo e magnésio.
No osso a sua substância intercelular é dividida em duas partes: orgânica  àformada por fibras colágenas e glicoproteínas ; inorgânica àformada fosfato de cálcio, na forma de hidroxiapatita, [ Ca10(PO4)6(OH)2] que formam cristais responsáveis por sua rigidez.
A dureza  e a força do ossos é por causa da associação dos cristais de hidroxiapatita com o colágeno.
No interior de vários ossos encontramos a medula óssea, comumente chamada de tutano, tecido mole responsável pela produção das células sanguíneas.

Estrutura Óssea 
Nos ossos longos como o fêmur, o corpo ou diáfise consiste em osso compacto formando um cilindro oco com espaço medular central, dito, cavidade medular.
 As extremidades dos ossos longos são ditas epífises, consistem em osso esponjoso (com cavidades) revestido por uma fina camada de osso compacto (sem cavidades).Durante o crescimento do indivíduo as epífises são separadas da diáfise por uma placa epifisária cartilaginosa conectada à diáfise por osso esponjoso. Uma delgada região de transição, a metáfise, liga a epífise a diáfise.
As superfícies articulares, nas extremidades dos ossos longos,são revestidas por cartilagem hialina (exceto nos tendões e ligamentos). A maioria dos ossos é revestida pelo periósteo, uma camada de tecido conjuntivo especializado, e a cavidade medular da diáfise e os espaços no interior do osso esponjoso são revestidos pelos endósteo. O periósteo e o endósteo têm potencial osteogênico ( É o relativo à osteogenia, que é a formação normal do tecido ósseo por meio das células osteoblastos e osteoclastos)

figura retirado do livro Histologia e Biologia celular
Abraham L. Keirszenbaum & Laura L. Tres
pág. 134

Resumindo

Epífises – as extremidades do osso, recobertas por cartilagem;
Periósteo – a membrana fibrosa que reveste externamente o osso;
Diáfise – a porção do osso situada entre as epífises e envolvida pelo periósteo.
Canal ósseo – o canal onde se encontra a medula óssea.
 Endósteo se encontra no interior da cavidade medular do osso, revestido por tecido conjuntivo.

Tecido Ósseo Compacto
Contém poucos espaços em seus componentes rígidos. Dá proteção e suporte e resiste às forças produzidas pelo peso e movimento. Encontrados geralmente nas diáfises.
Tecido Ósseo Esponjoso
Constitui a maior parte do tecido ósseo dos ossos curtos, chatos e irregulares. A maior parte é encontrada nas epífises.
Células do Tecido Ósseo

células osteoprogenitoras – são células fusiformes com núcleo oval, derivada do mesênquima embrionário. Estas células são mais ativas durante o período de crescimento ósseo intenso.

Osteoblastos- são responsáveis pela síntese dos componentes orgânicos da matriz óssea, inclusive colágeno, proteoglicanos, e glicoproteína. Também possuem receptores para o hormônio das pratireóides.

Osteócitos – são células ósseas maduras, derivadas do osteoblasto ( que ficaram armazenados dentro de suas lacunas) que secretam substâncias necessárias para a manutenção do osso

Osteoclastos - são células multinucleadas derivadas de progenitores granulócitos-macrófago e desempenham um papel na reabsorção óssea.




Sistema de Harvers ou Ósteons
Ósteon: camadas concentricas do tecido ósseo e no seu meio, canal central, por onde passam os vasos snaguineos, linfáticos e nervos. Os canais de Harvers comunicam-se entre si, com a cavidade medular e com a superfície externa do osso por meio de canais transversais ou oblíquos, chamados canais perfurantes (canais de Volkmann). O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea, que pode ser de dois tipos: amarela, constituída por tecido adiposo, e vermelha, formadora de células do sangue.

figura retirado do livro Histologia e Biologia celular
Abraham L. Keirszenbaum & Laura L. Tres
pág. 135



Formação do osso : Osteogênese ou Ossificação
O tecido ósseo se desenvolve por meio da substituição do tecido conjuntivo preexistente. Os dois processos de formação óssea são:

* ossificação intramembranosa: o tecido ósseo é  formado diretamente no mesênquima.  O molde mesenquimal do esqueleto é substituído por tecido ósseo  SEM passar pelo estágio de cartilagem. Este tipo de ossificação é o que origina principalmente os ossos chatos. Ocorre na 8º semana de gestação.

* ossificação endocondral: o tecido ósseo substitui uma cartilagem hialina preexistente, que é o molde do futuro osso. Este tipo de ossificação se dá nos ossos longos e em outros tipos como por exemplo as vértebras, que são classificadas como ossos irregulares. As células mesenquimais se diferenciam em condroblastos que produz uma matriz cartilaginosa.
O mecanismo de deposição da matriz óssea durante os dois tipos de ossificação é o mesmo:
Primeiro uma rede trabecular primária ou esponjosa é estabelecida e, em seguida transformada em osso maduro. A única diferença é que ma ossificação endocondral, a cartilagem é substituída pela matriz óssea.  



Articulações
As articulações podem ser definidas como o local de união entre dois ou mais ossos e podem ser classificadas em: sinatroses (fibrosa), anfiartroses (cartilaginosas) e diartroses (sinovial). 
As sinartroses são articulações que permitem pouco ou nenhum movimento: ossos cranianos, quadris e esterno. As diartroses permitem um  movimento livre: ombro. As anfiartroses permitem pouco movimento: região púbica.
As articulações sinoviais movem-se de várias maneiras. Entre os movimentos realizados por esse tipo de articulação, podemos citar a flexão, extensão, abdução, adução, rotação, pronação, inversão, refração, elevação e depressão.





Sangue e Hematopoiese
O sangue é um tecido conjuntivo especializado originado do tecido  hemocitopoiético. Ele é  formado por uma parte líquida à plasma, que é a matriz extracelular e por uma parte sólida constituída por elementos figurados como: hemácias, leucócitos e plaquetas.
Todas as células do sangue são originadas na medula óssea vermelha a partir das células indiferenciadas pluripotentes (células-tronco). Como consequência do processo de diferenciação celular, as células-filhas indiferenciadas assumem formas e funções especializadas.
O sangue é um fluido de cor vermelha escura e brilhante, levemente alcalino (pH 7,4). O volume de sangue de um adulto é aproximadamente de 5 L.
Funções do sangue:
* transporte de nutrientes e gases respiratórios
* retirada de excretas: ureia 
* regulação da temperatura corporal
* proteção corporal: transporte de anticorpos

Plasma
O plasma é um líquido amarelado formado por compostos orgânicos ( aminoácidos, lipídios, vitaminas, proteínas e hormônios) e sais ( íons sódio, potássio,cálcio e fosfato)

Elementos Figurados
a) Hemácias: também chamadas de eritrócitos, são células discoides, bicôncavas e altamente especializadas no transporte de gases. São anucleadas quando adultas, e tem vida curta em média 120 dias. A sua cor vermelha é devido á presença de um pigmento dito hemoglobina.
hemácia




Gás carbônico:               CO2 + Hb à carboxiemoglobina

b) Leucócitos: são os glóbulos brancos, possuem  formas, tamanhos e funções  diferentes. Seu núcleo pode ser simples ou lobulado e o citoplasma pode ser transparente, hialino ou ter finas granulações. Sua função é de defesa, ele atravessa as paredes do capilares sanguíneos (diapedese), para poder fagocitar os corpos estranhos.

diapedese



c) Plaquetas: ou trombócitos, são responsáveis pela coagulação sanguínea. Elas não  são células, são fragmentos de células da medula óssea, os megacariócitos.
Coagulação
A coagulação ocorre graças a uma série de reações que acontece entre proteínas chamadas de fatores de coagulação. Normalmente esses fatores são representados por algarismos romanos, e a forma ativada é indicada por uma letra “a” que aparece logo após o algarismo.
Segundo o modelo clássico da coagulação sanguínea proposto em 1964, inicialmente as plaquetas liberam uma enzima denominada tromboplastina no local lesionado. Esta, por sua vez, juntamente a íons de cálcio, transforma a enzima protrombina em trombina, que é uma enzima proteolítica que transforma o fibrinogênio em monômeros de fibrina através da remoção de alguns peptídios. Esses monômeros polimerizam-se e formam os fios de fibrina. Por fim, é formada uma rede a partir desses fios, onde ficam aprisionados as células do sangue, plaquetas e o plasma, constituindo o coágulo.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003218;ord=1492953488438
A trombina não está presente normalmente na corrente sanguínea e deve ser formada pelas modificações na protrombina, um precursor inativo. Isso ocorre graças à ação de um princípio conversor da trombina. A produção desse princípio ocorre através da via intrínseca ou extrínseca, que convergem para uma via comum. A primeira via ocorre quando a velocidade do fluxo sanguíneo é baixa, levando à ativação de enzimas dentro do sangue, que desencadeia a coagulação e a formação do trombo. Na via extrínseca, por sua vez, é necessária uma interação dos elementos do sangue com aqueles que estão fora do espaço intravascular. Tanto na via extrínseca quanto na via intrínseca, os íons de cálcio estão envolvidos e atuando como cofatores, permitindo o desenvolvimento das reações.
Após aproximadamente uma hora, o coágulo começa a retrair-se, provavelmente em razão da contração dos pseudópodes plaquetários. Inicia-se aí a liberação do chamado soro, que possui constituição similar ao plasma sanguíneo, porém não possui alguns fatores de coagulação.