quinta-feira, 18 de abril de 2019

comunidade / Sucessão Ecológica

Comunidade biológica, também chamada de biota ou biocenose, é a reunião de populações diferentes e que vivam na mesma região, ou seja todos os seres vivos de determinado lugar e que mantêm relações entre si formam uma comunidade.
comunidade marinha

comunidade terrestre

As comunidades embora se mantenham em condições de equilíbrio, ela sofre várias mudanças ao longo do tempo, essas alterações sucessivas recebe o nome de sucessão biológica.
Sucessão biológica é considerada um processo natural da dinâmica das comunidades, em que a permuta de seres vivos ocorre porque, ao alterar o ambiente em que se encontra, uma determinada espécie cria condições para a instalação de outras espécies com exigências ambientais diferentes da anterior.
Alterações na composição e estrutura das comunidades terrestres são mais aparentes depois de uma perturbação severa, como a erupção vulcânica ou uma nevasca e também um incêndio, isso tudo remove a vegetação existente, os seres vivos que lá haviam.  A área afetada pode ser colonizada por outras espécies, as quais serão substituídas por outra, estas por outras e assim sucessivamente.
A sucessão ecológica passa por três fases: a comunidade pioneira ou ecese, comunidade intermediária ou sere e comunidade estabilizada ou clímax.
  Ø  Comunidade Pioneira: é representada pelas primeiras espécies que ocupam o referido lugar, são os liquens, musgos, insetos e gramíneas. Essas espécies pioneiras são consideradas tolerantes a: pouquíssima agua, calor fortíssimo por causa dos raios solares.  
  Ø  Comunidade intermediária: substituem as comunidades pioneiras e precedem a comunidade clímax.  É composta pela vegetação de pequeno porte, arbustiva e herbácea. O solo está mais espesso e permite o desenvolvimento dessas espécies.
  Ø  Comunidade clímax: corresponde ao estágio terminal de uma comunidade, é a fase mais estável, mas pode sofrer alterações, ou seja não é imutável.
                     
 Sucessão Primária: ocorre em um ecossistema que não existia vida, por exemplo: uma rocha nua, lava solidificada, dunas de areia. Ela apresenta 3 fases: ecese, sere, clímax.

Os liquens por serem os primeiros seres a se instalarem são chamados de "organismos pioneiros". A atividade metabólica dos liquens vai lentamente modificando as condições iniciais da região. Eles produzem ácidos orgânicos que corroem gradativamente a rocha, formando através da erosão as primeiras camadas de solo. A medida que os liquens morrem eles enriquecem o solo com matéria orgânica favorecendo o aparecimento de plantas de pequeno porte, como os musgos. Novas e constantes modificações se sucedem permitindo o aparecimento de plantas de maior porte como samambaias e arbustos. Também começam a aparecer os pequenos animais. A partir daí, novas modificações favorecem o desenvolvimento de árvores animais maiores, chegando ao seu clímax.


Sucessão Secundária:

É o caso da sucessão que ocorre em um ambiente parcialmente destruído, mas que já foi anteriormente ocupado por outra comunidade biológica. Embora degradado, este ambiente oferece condições mais favoráveis à ocupação de novas comunidades, o que torna a colonização das espécies pioneiras mais rápida. São exemplos de locais que sofrem sucessão secundária áreas destruídas por queimadas ou desmatamento e campos de cultivo abandonados. Em um campo de cultivo abandonado, por exemplo, o solo já formado possui alguns nutrientes disponíveis que favorecem o estabelecimento de novas espécies vegetais. Primeiramente, as espécies pioneiras favorecem o desenvolvimento de gramíneas e arbustos que, por sua vez, vão sendo substituídos gradativamente por uma vegetação de maior porte, até que se atinja a comunidade clímax, com a formação de uma floresta semelhante àquela que havia sido destruída. (AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia das Populações 3. 4ª edição. São Paulo: Editora Moderna, 2015.)

Na lagoa, o plâncton é o primeiro sistema de produtores que se desenvolve. Quando os seus cadáveres começam a enriquecer o fundo das margens com material orgânico, a vegetação aquática pode aí se estabelecer. As folhas e caules mortos aumentam o húmus do fundo, e de ano para ano a vegetação avança das margens para o centro. Na borda, onde estavam as plantas pioneiras, começam a aparecer arbustos lenhosos e, depois de um certo tempo, as árvores. O terreno eleva-se graças à sedimentação de restos vegetais e, finalmente, onde estavam, de início, as plantas aquáticas fixam-se arbustos e árvores, e o que era, de início, o charco marginal se transforma em terra firme.




Produtividade na comunidade clímax
A estabilidade de uma comunidade clímax está em grande parte associada ao aumento da variedade de espécies e da complexidade das relações alimentares.
A biomassa total e a biodiversidade são maiores na comunidade clímax. A comunidade tem grande estabilidade e não se altera. A produtividade líquida é igual a zero, porque tudo que ela produz na fotossíntese , é consumido na respiração.
PB: produtividade bruta à matéria orgânica produzida pelos produtores
PL: produtividade líquida é o saldo entre PB e R
R:   respiração da comunidade




Em comunidades pioneiras e nas seres, ocorre um excedente de matéria orgânica (Produtividade líquida) que é exatamente utilizada para a evolução do processo de sucessão ecológica

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Nematelmintos

FILO NEMATELMINTOS

São animais metazoários, com simetria bilateral, triblásticos e PSEUDOCELAMDOS. O pseudoceloma dá mais espaço, para os órgãos desenvolverem-se. Além disso, o líquido do pseudoceloma distribui alimento e outras substâncias pelo corpo, facilitando também a eliminação dos excretas e funcionando ainda como uma espécie de esqueleto hidrostático.


São os primeiros animais dotados de sistema digestivo completo , a boca pode apresentar lábios ou papilas, seguida de uma faringe musculosa e sugadora, terminando com um intestino que se abre pelo ânus na parte posterior. A cavidade bucal pode ter dentes ou estiletes e a digestão é extracelular. Em alguns parasitas, o intestino apenas  
absorve o alimento já digerido pelo hospedeiro. Têm ausência de sistema respiratório e circulatório.

A excreção é feita por uma célula grande ou um par de células alongadas em forma de saco: células ventrais ou renetes, e os excretas são eliminados por um poro excretor ventral. Outros nematódeos têm dois tubos longitudinais ligados por um tubo transversal (em forma de H),eliminando os excretas por um poro próximo à boca. Às vezes, ambos os sistemas estão presentes.

O sistema nervoso é centralizado, com um anel em volta do esôfago do qual partem cordões nervosos longitudinais.


O corpo é coberto por uma película muito resistente secretada pela epiderme, a CUTÍCULA, formado por colágeno. Sob a epiderme há uma camada de músculos longitudinais. Devido a falta de músculos circulares, estes animais não se esticam nem se encolhem, apenas se curvam.
A epiderme apresenta uma característica típica do grupo: ela forma, ao longo de todo o corpo, projeções em direção ao pseudoceloma, originando duas linhas laterais, uma linha mediana dorsal e outra mediana ventral. No interior dessas linhas, localizam-se os cordões nervosos, que partem de um anel nervoso contendo gânglios, localizado na região anterior do corpo. Os cordões nervosos laterais são sensoriais; o cordão nervoso dorsal é motor e o ventral é motor e sensorial.
Os nematódeos deslocam-se então em movimento ondulatórios, que podem ser bastante rápidos, como se dessem chicotadas com o corpo. Esse movimento, juntamente com o corpo afinado, ajuda os nematódeos de vida livre a deslocarem-se entre as partículas do solo. Quando a musculatura longitudinal da face ventral do corpo se contrai, a musculatura do lado oposto relaxa e vice-versa. Nesse momento, há aumento da pressão no líquido do pseudoceloma. Esse aumento de pressão, entretanto, não determina dilatação do corpo, pois as fibras colágenas da cutícula não se distendem, embora permitam a flexão do corpo. Assim, a pressão do líquido do pseudoceloma é mantida alta, e o corpo do animal conserva-se túrgido, facilitando o deslocamento.
Na maioria dos casos, os sexos são separados. O aparelho masculino é formado por um testículo, um canal deferente ( que leva o espermatozoide), uma vesícula seminal(produz líquidos para o transporte dos gametas) e um canal ejaculador, que desemboca, junto com o intestino, numa cavidade única, a cloaca. Algumas espécies têm um ou mais espinhos copuladores, que servem para abrir o poro genital da fêmea, permitindo a entrada dos espermatozoides (estes não possuem flagelados) deslocando-se por movimento ameboide.
O aparelho feminino é formado de dois ovários e dois ovidutos, que levam o óvulo fecundado para os dois úteros. Há também um canal vaginal, constituído pela união dos úteros, que se abre pelo poro genital.
A fecundação é interna e do ovo sai uma forma jovem semelhante ao adulto, mas sem aparelho reprodutor, que troca de cutícula ( mudas) à medida que cresce. Em alguns casos, há partenogênese ( óvulo se desenvolve sem Ter sido fecundado, originando um novo indivíduo).
Verminoses

A)   Ascaridíase ou Lombriga


Verme : Ascaris lumbricoides

H.I  :não tem
H.D. : homem
Fixação : 3 lábios
Transmissão : ingestão de ovos com a alimentação
Macho : possui uma espícula na extremidade posterior
Sintomas : perturbação pulmonar, alterações do apetite, obstrução intestinal, asfixia.
Profilaxia : higiene alimentar, tratamento dos doentes e da água, saneamento básico



b)Ancilostomíase , Amarelão ou Opilação

Verme : Ancylostoma duodenale e o Necator americanus

Ancylostoma duodenale : forma de um prego, possui dentes para a fixação
Necator americanus : tem a forma de um S e possui placas cortantes para a fixação.
Transmissão : penetração da larva pelo pé descalço.
Patologia : no local da penetração da larva ocorre uma reação inflamatória, tosse, perturbações intestinais , náuseas, cólicas, e hemorragias
Profilaxia : tratamento dos doentes, uso de calçados, saneamento básico






c) Filariose ou Elefantíase

Verme : Wurchereria bacronfti ou filaria
H. I . : mosquito do gênero Culex fatigans
H. D. : homem
Transmissão : picada do mosquito Culex
Atacam :  vasos linfáticos
Patologia : hipertrofia de alguns órgãos como : escroto, membros inferiores, mamas e lábios da vulva. Os vasos linfáticos ficam tão inchados que parecem patas de elefantes
Profilaxia : tratamento dos doentes, eliminação do mosquito
filarias no vaso linfático


FCiências

Enterobiose ou Oxiúros

Verme : Enterobius vermicularis
Característica : prurido anal
Transmissão : inalação ou ingestão de ovos , por auto-infestação
Patologia : prurido anal, perturbações do sono.
Profilaxia : tratamento dos doentes, higiene pessoal rígida, asseio com roupas de camas, peças íntimas, água e alimentos, educação sanitária.








terça-feira, 16 de abril de 2019

Platelmintos


PLATELMINTHOS

Os animais do filo platelmintos (do grego plathy = plano, chato ; helminthes = verme) são vermes achatados dorsoventralmente. São acelomados, com simetria bilateral. Possuem  sistema excretor, nervoso, reprodutor, além de músculos.
OBS: a palavra VERME não é um nome taxonômico formal e sim animais com corpo longo e fino, sem apêndices
A parede do corpo apresenta 3 camadas  são triblásticos: epiderme, que reveste externamente o corpo, a endoderme, mais interna, reveste a cavidade digestiva, e a mesoderme , que é a intermediária.
Os Platelmintos derivam de um ancestral com características dos Cnidarios, principalmente a mesogléia, que no filo dos Platelmintos foi substituída por um parênquima mesodérmico celular.

Classe Turbelária

O animal típico da classe turbelária é a planária, encontrada em ambientes aquáticos, de água doce, de vida livre, localizando-se nas superfícies inferiores de plantas, troncos, raízes e folhas submersas.O termo turbelário vem de turbilhão provocado na água pelos cílios que cobrem a pele desses animais.
A planária apresenta a região dorsal bastante pigmentada, o que lhe permite ficar camuflada no fundo de rios ou lagos e ser menos visada pelos predadores. A superfície ventral é mais clara, rica em células ciliadas e em células produtoras de muco, que facilitam o movimento do animal.
Da mesoderme, origina-se um tecido conjuntivo que preenche o corpo do animal o PARÊNQUIMA, e um sistema muscular com feixes longitudinais, circulares e transversais (dorsoventrais), o que dá grande mobilidade aos platelmintos.
O corpo da planária tem aproximadamente de 1 a 2,5 cm de comprimento, com uma região cefálica na parte anterior, onde se encontram os ocelos. Os ocelos são fotorreceptores, sensíveis às variações de luminosidade. Há também quimiorreceptores, as aurículas que detectam a presença de substâncias químicas úteis ou nocivas.
Fisiologia
A planária é carnívora e seu tubo digestório é incompleto e a digestão é intra e extracelular, a digestão termina no citoplasma das células do intestino.
A boca situa-se na região ventral, próxima ao centro do corpo. Por ela pode sair uma probóscide ou faringe, para capturar alimento.  Através dela, a planária, lança enzimas digestivas sobre o alimento. Inicia-se a digestão fora do corpo e, a seguir, o alimento ‘é sugado por ação da musculatura da faringe e conduzido para o intestino. Os restos não aproveitáveis são eliminados pela boca.




Por ela ser achatada, não há muita distância dentro do corpo, desse modo o oxigênio absorvido pela epiderme chega facilmente ao centro do corpo por difusão.

O sistema nervoso é formado por um cordão de células nervosas, na região ventral do corpo e com gânglios nervosos de pontos em pontos (cordão ganglionar ventral) e por dois gânglios cerebrais ligados entre si por dois cordões nervosos. Portanto, ao lado de uma cefalização, surge também uma centralização que permite movimentos mais sofisticados

A excreção:  A amônia, uma substância nitrogenada produzida pela oxidação das proteínas e outros compostos nitrogenados, é eliminado por difusão através da pele. O excesso de água e de outros produtos do metabolismo é eliminado por células com tufos de cílios que se assemelham à chama de uma vela, vindo daí o nome de células-flama (protonefrídios). Estas células estão espalhadas pelo corpo do animal, fazendo a excreção através de um sistema de tubos e de poros na epiderme.

Reprodução: As planárias são hermafroditas, com fecundação cruzada, interna e desenvolvimento direto. Ela pode realizar reprodução assexuada, caminhado com a parte anterior e posterior do corpo em sentidos contrários e cortando-se ao meio autolaceração. Ela tem grande capacidade de regeneração. A metade anterior regenera  a parte posterior e vice-versa.
Na  reprodução sexuada 2 planárias maduras realizam a cópula, introduzindo seu pênis no poro  genital da outra. Os espermatozóides fecundam os óvulos lançados pelos ovários nos ovidutos. Os ovos ficam dentro de casulos que contêm células com substâncias nutritivas, o vitelo, que fornece alimento para o embrião. O ovo origina uma nova planária (desenvolvimento direto).
reprodução sexuada
classificação

Classe Cestoda

Os platelmintos da classe cestoda ( do grego cestus = cinturão ; oid = parecido) compreendem as tênias, que , quando adultas, são parasitas intestinais, conhecidas vulgarmente por solitárias. Não apresentam sistema digestório.

Teníase
Verme : Taenia soliun ( porco ) e a Taenia saginata ( boi )
Transmissão : ingestão de carne de porco ou de boi crua ou mal passada
Corpo :  escólex, colo , estróbilo
Proglotes  : jovens, maduras e grávidas
Fixação : ganchos ( T. soliun) ; ventosas (T. saginata )
Sexo : monóicas
Sintomas : alterações do apetite, enjoo, diarreia, perturbações nervosas, fadiga      e insônia
Profilaxia : fiscalização da carne e de seus derivados, educação sanitária, cozinhar bem as carnes

Cisticercose : doença causada pela ingestão de ovos de Taenia soliun ,o homem é o H.I e o H.D. Ela pode levar a cegueira ou até a morte. O cisticerco pode   alojar-se nos olhos, cérebro, pele, músculos, etc.



Classe Trematoda

Seu corpo é revestido por uma cutícula com ventosas de fixação

Esquistossomose
Verme : Schistosoma mansoni
H.I         : caramujo do gênero Biomphalaria
H.D. : homem
Macho : apresenta no meio do corpo o canal ginecófaro, local onde ele aloja a fêmea para  a cópula.
Fêmea : em geral é maior que o macho tem o corpo afilado e cilíndrico
Ovo : possui uma espícula voltada para trás
Larvas : miracídio, esporocisto, cercária
Transmissão : penetração da larva cercaria pela pele.
Sintomas : coceira , febre, dores musculares, ascite ( fase crônica) que é o derrame  de  líquido distendendo o abdome.
Profilaxia: saneamento básico, tratamento dos doentes, destruir os caramujos.



Fascíola
A Fasciola hepatica parasita os canalículos biliares do fígado do carneiro e, raramente, o homem. Hermafrodita, seu ciclo é semelhante ao do S. mansoni, mas os esporocistos primários formam uma larva dita RÉDIA. Há também um HI um caramujo de água doce. O carneiro infesta-se comendo vegetação à beira de água onde se encontra a larva.
tirado https://www.researchgate.net/figure/Figura-19-Ciclo-evolutivo-da-Fasciola-hepatica_fig5_281346713

Celenterados ou Cnidários

Os celenterados ou Cnidários são animais: do filo Cnidário  animais que queimam (do grego knide = alfinetar) ou Coelenterata possuem cavidade digestiva (do grego koilos = vazio e enteron = intestino), são pluricelulares primitivos e com simetria radial. São animais diblásticos (ectoderme e endoderme), que originam os tecidos no adulto.
O plano corporal básico dos cnidários é um saco com compartimento digestivo central, dito cavidade gastrovasculacr (CGV). Uma abertura única  que funciona como boca e ânus.
São encontrados em 2 formas : pólipo ou polipóide e medusa ou medusóide.
A forma pólipo é cilíndrica, fixa ou com pouca mobilidade, com uma das extremidades apoiada em um substrato qualquer e a outra livre, apresentando a abertura bucal rodeada de tentáculos. Podem viver isolados ou em colônias.
A medusa nada ativamente, é arredondada , em forma de guarda-chuva e tem vida livre. A boca localiza-se na face interna e os tentáculos na periferia do corpo.
Parede do Corpo
A parede do corpo é formada pela epiderme, derivada da ectoderme, e pela gastroderme, derivada da endoderme. Entre ambas há uma camada gelatinosa, a mesogleia, formada a partir de células da ectoderme e da endoderme.
Na epiderme encontram-se células contráteis: as células mioepiteliais, ligadas ao sistema nervoso e que agem como músculos contraindo o animal e provocando movimento nas formas móveis. Entre essas células temos células menores, as células intersticiais, importantes na reprodução. Na superfície do corpo há células exclusivas desse grupo, os cnidoblastos (cnido = urtiga), responsáveis pela defesa contra predadores e pela captura de alimentos. A camada interna a gastroderme apresenta células secretoras de enzimas digestivas, o que capacita esses animais a realizar a digestão extracelular. nessa camada há também células responsáveis pela digestão intracelular. Apresentam, portanto, digestão intra e extracelular, com os resíduos alimentares sendo expulsos pela boca.
O cnidoblasto é dotado de uma cápsula, o nematocisto, que abriga em seu interior um tubo filamentoso enovelado, portador de um líquido urticante.; contém ainda um cílio sensorial  ( cnidocílio) que funciona como um “gatilho” : ao ser estimulado , o nematocisto “dispara” o filamento urticante, injetando o veneno no corpo da vítima. Eles causam queimaduras nas pessoas que entram em contato com a água-viva e com a caravela.
esquema de um pólipo / parede corporal

cnidócito
 

Fisiologia
Os cnidários não possuem sistemas respiratório, circulatório e excretor. Como são animais finos, isto é, há poucas camadas de células no corpo, as distâncias no interior do organismo são pequenas e a difusão é suficiente para levar as substâncias a qualquer ponto do corpo. Desse modo, o oxigênio dissolvido na água se difunde pela parede do corpo (epiderme e gastroderme), atingindo todas as células. O gás carbônico faz o caminho inverso. Também por difusão, os excretas são eliminados pela parede do corpo e os alimentos passam da gastroderme para a mesogleia e epiderme.
Semelhante a um saco, o corpo dos celenterados é dotado de uma única abertura com função de boca e ânus. Essa abertura fica em contato com a cavidade digestiva ou gástrica, estrutura que aparece pela primeira vez na escala evolutiva animal : ali o alimento é parcialmente digerido. O mecanismo digestivo completa-se quando as partículas alimentares parcialmente digeridas são englobadas e encerradas no interior de vacúolos digestivos de certas células da parede do animal.
Nas formas mais volumosas, a cavidade digestiva ou celêntero é ramificada, facilitando a chegada do alimento a todos os pontos do corpo. De certa forma, essa ramificação da cavidade digestiva substitui o aparelho circulatório (por isso é chamada de cavidade gastrovascular).
A coordenação é feita por uma rede de células nervosas que se comunicam com células sensoriais glandulares, não há gânglios ou Cérbero, por isso o sistema nervoso dos celenterados é difuso.
A forma medusa possui ocelos: corpúsculos capazes de perceber maior ou menor intensidade de luz, os estatocistos, órgãos de equilíbrio que dão ao animal informações sobre sua inclinação em relação à gravidade, possibilitando-lhe perceber mudanças na posição de seu corpo.
sistema nervoso

REPRODUÇÃO

Apresentam reprodução assexuada e sexuada. A primeira pode ser feita por brotamento ou por estabilização.
BROTAMENTO: as células se multiplicam em uma região do corpo, terminando por originar um novo ser. O broto pode se soltar e Ter vida independente, ou permanecer ligado, formando colônias

Estrobilização: ocorre um tipo de estrangulamento que divide transversalmente o animal em vários descendentes.

A reprodução sexuada se faz por gametas produzidos a partir das células intersticiais. Na maioria das espécies os sexos são separados e a fecundação é externa (os gametas se encontram n água). O desenvolvimento é indireto (com estágio larval) e do ovo surge uma larva ciliada e livre, a plânula, que depois se transforma, por metamorfose, no adulto.

ALTERNÂNCIA DE GERAÇÕES ou METAGÊNESE

Em muitas espécies de cnidários a reprodução assexuada alterna-se com a reprodução sexuada, num ciclo em que há também uma alternância de formas pólipos e medusas.
A medusa macho libera o espermatozóide que irá fecundar o óvulo liberado pela medusa fêmea, formando assim o zigoto. Este transforma-se na larva plânula. Após algum tempo essa larva fixa-se em substrato, formando um pólipo jovem. (sexuada). Esse pólipo irá reproduzir-se por estrobilização, com a liberação de uma outra larva dita éfira. Esta crescerá e se transformará em uma medusa adulta ( assexuada)”.
No ciclo da Aurélia, a forma fixa é  temporária ( cifístoma), originando logo novas medusas.

No caso da Obélia, há uma colônia de pólipos com 2 tipos de indivíduos:  o gonozóides e o gastrozóides. O gastrozóide ( em maioria na colônia), responsável pela nutrição, possui boca com tentáculos e cavidade digestiva. O gonozóide é um pólipo muito modificado, sem boca nem cavidade digestiva e que produz, por uma espécie de brotamento, pequenas medusas – unissexuadas com fecundação externa, que se soltam e vão para a água, passando da forma jovem para a forma adulta. A larva proveniente do zigoto se fixa e forma um pólipo, que, por brotamento, dá origem a uma nova colônia.

CLASSIFICAÇÃO

Ø  Classe dos Hidrozoários ( Hydrozoa : do grgo hydor = água ; zoon = animal)
Neste grupo incluem-se as espécies com forma pólipo e medusa, apresentando um ciclo reprodutivo com alternância de gerações. Os hidrozoários polióides de água doce são conhecidos como hidras.
HIDRA : vivem apenas em água doce, só existe  sob a forma polipóide, reproduzindo-se tanto sexuada quanto assexuadamente. O seus pólipos são solitários e mesmo brotando novos indivíduos, estes separam-se antes de atingirem seu tamanho máximo, não havendo formação de colônia. Não há esqueleto, e os animais são capazes de se locomover consideravelmente por cambalhotas. Freqüentemente, encontram-se células de algas verdes simbiontes na camada de células que reveste internamente o intestino das hidras. Por isso, muitas delas são verdes. Nos meses de primavera e verão, ocorrem os brotamentos assexuados ; no outono são produzidos sexuadamente os “ovos de inverno”, resistentes ao congelamento e à dessecação.
Ela também pode se reproduzir por regeneração.

OBÉLIA :  constitui também um exemplo clássico de hidrozoários que , na fase colonial fixa, apresenta pólipos de nutrição ( hidrantes) e de reprodução assexuada ( gonângios). A colônia é sustentada por um exoesqueleto tubular de quitina. A colônia apresenta 2 partes : a hidrorriza, semelhante a uma raiz, pela qual se fixa ao substrato , e o hidrocaule, parte ramificada que sustenta muitos pólipos denominados hidrantes.
tirado: só biologia
PHYSALIA ou CARAVELA : a parte flutuante é constituída por uma espécie de bolsa gasosa, de colorido vistoso. A parte submersa é formada por tentáculos muito compridos, que provocam queimaduras dolorosas e desmaios nos banhistas. Os tentáculos de uma caravela de 12 cm de comprimento chegam a Ter 9 m . As suas colônias ocorrem nos mares quentes e são levadas às praias por ventos e correntes marítimas. Na organização colonial, há repartição de trabalho com indivíduos alimentadores, protetores, flutuadores, reprodutores.


Ø  CLASSE DOS CIFOZOÁRIOS ( Scyphozoa:do grego skyphos = taça ; zoon = animal)
Nesta classe predominam as grandes medusas, chamadas de cifomedusas. Os pólipos, chamados de cifístomas, são de tamanho pequeno e de vida curta. Os cifozoários são exclusivamente marinhos. Como representantes dessa classe temos a Aurélia sp ou água viva.

Ø  CLASSE DOS ANTOZOÁRIOS ( Anthozoa: do grego anthos = flor ; zoon = animal)

Os indivíduos dessa classe apresentam apenas forma polipóide. Vivem isolados ou em colônias; não fazem metagênese.
Os pólipos dos antozoários são diferentes do dos hidrozoários. Sua boca localiza-se na extremidade de um tubo, a faringe, que se projeta dentro da cavidade gastrovascular. Esta se caracteriza por apresentar septos que a dividem em compartimentos radiais
A esta classe pertencem as:
 anêmonas-do-mar ou actínias ou dálias-do-mar : pólipos isolados que atingem o maior tamanho entre os antozoários elas parecem flores desabrochadas quando seus tentáculos estão abertos.

O coral Corallum rubrum não é flexível ele é empregado na confecção de jóias.
De acordo com a sua localização, os corais podem ser costeiros, barreira e circulares (atóis). Os corais constituídos  por pólipos geralmente pequenos e agrupados , apoiados sobre base esquelética compacta de carbonato de cálcio. Os recifes de corais vivem em águas rasas ( menos de 100 metros), claras e quentes ( acima de 20ºC ). Na parte superior dos recifes estão os corais vivos os mortos ficam embaixo.
Corallum rubrum


Resultado de imagem para CORAIS
Coral cérebro 

Branqueamento de corais

O branqueamento de corais é um fenômeno desencadeado, principalmente, pelo aumento da temperatura da água, que afeta de maneira significativa os recifes de corais. A morte dos pólipos ocorre pela destruição das zooxantelasalgas unicelulares que vivem dentro do celêntero dos pólipos e lhes fornecem parte da alimentação necessária, através da fotossíntese, ou por diminuição do plâncton (o outro elemento nutritivo do coral) na área. Quando isto acontece, os pólipos ficam enfraquecidos e morrem, restando o esqueleto calcário que rapidamente fica branco, uma vez que a matéria orgânica se decompõe. Por isso se chama a este processo "branqueamento.
comparação entre os corais branco / normal