domingo, 9 de julho de 2017

Virus


VIRUS

1º) A descoberta do vírus
O cientista alemão Adolf Mayer, em 1883, estudou a doença do mosaico do tabaco. Essa doença causa uma descoloração e mancha nas folhas.
Mayer percebeu que podia transmitir a doença de uma planta afeada para uma sadia apenas pela pulverização da seiva extraída da planta doente. Após procurar por um micróbio na seiva, ele sugeriu que essa doença era causada por uma bactéria minúscula invisível ao microscópio.
Uma década depois, um cientista russo Dimitri Ivanoswsky, passou a seiva por microfiltros para tentar reter essa bactéria; ao passar o filtrado em uma planta sadia, ele verificou que a doença voltava a se manifestar. Yvanoswsky não conseguindo sucesso, pensou que a bactéria produzia uma toxina que passava pelo filtro.
O botânico holandês Martinus Beijeirinck realizou uma série de experimentos que mostrou que o agente infeccioso encontrado na seiva filtrada podia se reproduzir e o mesmo não podia ser cultivado em meios de cultura feitos em placas de Petri.
Desde então Beijeirinck foi considerado o primeiro cientista a enunciar o conceito de vírus.
Em 1935 Wendell Stanley, um cientista americano, cristalizou a partícula infecciosa, agora conhecida como vírus do mosaico do tabaco – TMV – (tobacco mosaic vírus).


Experimento de Beijeirinck

vírus do tabaco (Fonte: Campbell pág 382)

 .

2º) Características
Vírus - deriva do latim - veneno
São seres microscópicos e acelulares.
Possuem grande poder de reprodução.
Sofrem mutações.
São parasitas intracelulares obrigatórios.
Podem possuir como material genético uma molécula de DNA de fita simples ou fita  dupla; de RNA de fita simples ou dupla.
São utilizados como agentes para a transferência de genes na terapia gênica.
Só são visíveis na Microscopia Eletrônica.

3º) Estrutura
Um vírus é formado por um envoltório de moléculas de proteínas, o capsídeo, que protege o material genético. As proteínas que compõem o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. Cada molécula proteica do capsídeo recebe o nome de capsômero. O capsídeo mais o ácido nucléico que envolve são ditos nucleocapsídeo.
Alguns vírus são formados apenas pelo nucleocapsídeo; outros, porém, possuem uma cápsula proteica ou um envoltório externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são ditos vírus envelopados ou vírus capsulados. Esses envelopes são derivados da membrana da célula hospedeira, contém fosfolipídios e proteínas da membrana. Eles também contêm glicoproteínas e proteínas de origem viral.
 O capsídeo pode ter a forma de bastão (vírus helicoidais), ser poliédrico (vírus icosaédricos) ou apresentar forma mais complexa (bacteriófago).
 
(Fonte: Campbell pág. 383)


  
Cada tipo de vírus pode infetar células de uma variedade limitada de hospedeiros, dita especificidade de hospedeiros do vírus. Os vírus identificam as células hospedeiras por um encaixe “chave-fechadura” entre as proteínas da superfície viral e as moléculas receptoras do exterior das células. Por exemplo:
·         Vírus do sarampo só infecta o homem;
·         Vírus da gripe humana infecta somente as vias respiratórias superiores;
·         Vírus HIV infecta somente os leucócitos
·         Exceção: vírus do Oeste do Nilo e o vírus da encefalite equina são vírus que infectam pássaros, cavalos, mosquitos e o homem.

3 -1: BACTERIÓFAGO T4

Os bacteriófagos são vírus de DNA ou RNA. Sempre formados apenas pelo nucleocapsídeo, ou seja, não existem formas envelopadas. Os mais estudados são os que infectam a bactéria Escherichia coli, conhecidos como FAGOS T. Estes são constituídos por uma cápsula proteica bastante complexa que apresenta uma região denominada “cabeça” com formato poligonal, envolvendo uma molécula de DNA, e uma região, a “cauda”, com formato cilíndrico, contendo em sua extremidade livre fibras proteicas.
         O bacteriófago Lambda (λ), que infecta E. coli, contém mais de um tipo de cadeia polipeptídica e apresenta um capsídeo com simetria icosaédrica (poliedro de 20 faces).
Os principais componentes do bacteriófago lambda são o seu material genético e o revestimento da proteína fora. Bacteriófago lambda consiste de oito proteínas, uma molécula de DNA de cadeia dupla, as fibras de cauda e uma cauda.


3- 2: HIV
O HIV (human immunodeficiency virus), o vírus da AIDS é um retrovírus.
O HIV está presente no sangue, no sêmen, no fluido vaginal, na lágrima, no leite materno e na saliva de pessoas infectadas.
Ele é um vírus envelopado formado por duas moléculas RNA, cada uma envolta por moléculas de proteínas (nucleocapsídeo).
O conjunto é envolto por mais uma camada proteica, formando uma estrutura dita core. Envolvendo o core, existe o envelope, composto por uma camada dupla de lipídios, na qual estão imersas várias moléculas proteicas específicas desses vírus. Na face interna da camada de lipídios, prendem-se várias outras moléculas proteicas.
No interior do vírus, existem moléculas de um certo tipo de enzimas dita  transcriptase reversa, que permitem ao vírus fazer uma molécula de DNA a partir da molécula de RNA. Essa enzima está presente em todos os retrovírus.
 Outras enzimas presentes no HIV:
·         Proteases: ajudam na síntese da cápsula viral
·         Integrase: auxiliam na associação do DNA viral com o DNA dos cromossomos dos linfócitos


Os retrovírus correspondem a um grupo de vírus cujo material genético é constituído por RNA. Eles têm uma enzima chamada transcriptase reversa, que faz uma transcrição inversa, produzindo uma molécula de DNA a partir do seu RNA. É importante lembrar que a transcrição, que ocorre normalmente em todos os outros seres vivos, consiste na síntese de RNA a partir do DNA. Uma vez produzido o DNA, este se integra ao cromossomo da célula infectada e ocorre a síntese de proteínas virais, seguindo o processo normal da síntese proteica (DNA-RNA-proteína). Um exemplo muito conhecido de retrovírus é o vírus HIV, agente causador da Aids.
4º) Partículas subvirais

Viroides: exclusivo de células vegetais, são moléculas de RNA circulares de cadeia simples com as extremidades unidas, que se alojam no núcleo da célula. Os viroides não codificam proteínas, mas podem se replicar nas células vegetais hospedeiras.
O RNA causa erros nos sistemas de regulação que controlam o crescimento das plantas, ocasionando um desenvolvimento anormal.

Virusoides: são moléculas infecciosas de RNA com as mesmas características dos viroides, mas diferem destes por necessitarem de um vírus para se propagar e o seu genoma está encapsulado em uma estrutura proteica codificada por ele. O RNA de um virusoide multiplica-se apenas se a célula já estiver infectada por um vírus.

Príons: são moléculas de proteínas infectantes resistentes à inativação por procedimentos que normalmente degradam proteínas e ácidos nucleicos. Eles alteram a forma de outras proteínas, que passam a se comportar como príons.
Os príons atuam silenciosamente, com um período de incubação de pelo menos dez anos antes do desenvolvimento dos sintomas; eles também são indestrutíveis e também não são desativados pelo aquecimento em temperaturas normais de cozimento.
Doenças causadas por príons são chamadas de encefalites espongiformes, uma vez que o encéfalo dos animais afetados adquire um aspecto de esponjoso.

5º) Ciclos Reprodutivos do vírus

 Lisogênico: não mata a célula hospedeira.
 Lítico: mata a célula hospedeira


A)   Ciclo de vida do bacteriófago

Existem três formas básicas desses vírus :
v  Vírion: é a partícula viral completa, madura, encontrada fora da célula.
v  Fago virulento: é o vírus que ataca e destrói a célula hospedeira.
v  Fago temperado ou prófago: é o tipo de vírus que incorpora o seu ácido nucléico ao da célula hospedeira, normalmente sem destruí-la.

No ciclo de infecção da E. coli por esses vírus distinguem-se as seguintes fases:

Ø  Adsorção:  consiste na fixação do fago pela cauda, em determinada área da parede bacteriana. A fixação ocorre numa região específica, onde exista afinidade entre as proteínas da cauda do fago e os receptores da parede celular.
Ø  Penetração: corresponde ao ataque executado na parede bacteriana pelas enzimas da cauda do fago. Essas enzimas, então ativadas, agem nas ligações que garantem a coesão da parede celular, enfraquecendo-a.
Ø  Injeção: consiste na introdução do DNA viral no interior da célula bacteriana. Nesse caso, somente o DNA do fago penetra na célula. A sua capa protéica permanece for a, fixa na parede bacteriana. Certos vírus, porém, como o da gripe e dos herpes simples, que infectam células eucarióticas, penetram inteiros na célula hospedeira.
Ø  Eclipse: caracteriza-se pelo início das atividades do DNA viral, que provoca uma desorganização total no funcionamento celular. O DNA do Fago passa a controlar todo o metabolismo celular. São produzidas, inicialmente, as enzimas codificadas pelo DNA viral. Esse DNA, em seguida, se multiplica. São sintetizadas as moléculas protéicas da capa do fago. Finalmente, os fagos se organizam. Em geral, trinta minutos após a infecção da bactéria, de cem a duzentos novos fagos são formados.
Ø  Liberação: acontece no momento da lise ou seja, do rompimento da parede bacteriana com a consequente liberação dos novos fagos. A bactéria é destruída. Pela ocorrência de lise, esse ciclo reprodutivo é dito lítico.

Certos fagos parasitam E.coli sem destruí-la. Esse ciclo é dito lisogênico. O DNA viral, após ser injetado, incorpora-se ao DNA circular da bactéria, passando a se comportar como se fosse parte integrante dele. Assim, duplica-se juntamente com o DNA bacteriano, sem causar-lhe danos, pois a atividade bacteriana permanece inalterada.
As bactérias que convivem com o fago temperado são ditas lisogênicas. Essas bactérias se reproduzem normalmente e o DNA viral é transmitido às novas bactérias sem se manifestar. Em certas condições naturais o DNA do fago separa-se do DNA bacteriano, e um novo ciclo lítico é iniciado. Esse fenômeno pode também ser introduzido artificialmente, por fatores como os raios X, radiações ultravioleta e agentes químicos











                                        

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Procariontes


Procariontes
Todos os procariontes eram tradicionalmente agrupados no Reino Monera, mas a partir de 1970, com as pesquisas de Carl Woese, os procariontes formam divididos em dois domínios, ARCHAEA e BACTERIA.
A classificação dos três domínios proposta por Woese, divide os seres vivos em três grupos: Archaea, Bacteria e Eukarya.

O termo MONERA pode ser usado apenas como agrupamento de todos os procariontes, mas deixa de ter valor como REINO.
·         Domínio Bacteria: contém organismos unicelulares e procariontes que anteriormente eram classificados como eubactérias. Esse domínio engloba bactérias que causam doenças ao homem e também aquelas encontradas em ambientes como a água e o solo.
·         Domínio Archaea: consiste em grupo diverso de organismos procariontes que habitam uma ampla variedade de ambientes. É constituído por seres, normalmente, quimiotróficos (organismos cujas fontes de energia são compostos químicos) e procariontes (células que não possuem núcleo nem carioteca). Grande parte dos organismos deste grupo é extremófilo, ou seja, vive em condições extremas, cujos outros indivíduos não suportariam.
·         Domínio Eukarya: estão os seres eucariontes (possuem carioteca), sendo que este grupo abrange os unicelulares protozoários, os multicelulares como os animais, os fungos e as plantas



Bacteria (do grego bakteria, bakterion: bastão)
1º) Características:
  • Bactérias são procariontes, ou seja, suas células não têm núcleo.

  • Bactérias apresentam cromossomo circular, e algumas possuem plasmídeo.

  • A parede celular das bactérias não é de celulose, o açúcar é o peptoglicano.

  • A única organela é o ribossomo, o qual produz proteínas.

  • Cianobactérias possuem clorofila e realizam fotossíntese.

  • Cianobactérias não apresentam cloroplasto
2º) Organização Interna da célula Bacteriana

Parede Celular:  é um envoltório externo e rígido que dá a forma e proteção a célula. O açúcar é chamado de peptoglicano, que é uma rede de polímeros de açúcares modificados, interligada por polímeros curtos.
Em 1884 o cientista dinamarquês, Hans Christian Gram, desenvolveu uma técnica que classificou as bactérias em Gram + e Gram -.
                                                          Hans Christian Gram


Gram +
Gram -
Espessura
20 a 80 nm
9 a 20 nm
Superfície
Homogêneo e lisa
Delgada
Camadas
1 bem espessa
2, sendo um sobre a membrana externa
Antibiótico
Pouco resistente
Muito resistente



  1.  Em uma lâmina, contendo esfregaço seco, cubra-o pingando gotas de violeta-de-metila e deixe agir por 15 segundos;
  2. Adicione água ao esfregaço, em cima do violeta-de-metila, cobrindo toda a lâmina. Deixe agir por mais 45 segundos;
  3. Após o tempo corrido, escorra o corante e lave o esfregaço em um filete de água corrente.  Cubra a lâmina com lugol ou Iodo de Gram e deixe por 60 segundos;
  4. Escorra todo o lugol e lave em um filete de água corrente;
  5. Aplique álcool etílico a 95%, ou acetona, para descorar a lâmina por 10 a 20 segundos;
  6. Lave em um filete de água corrente;
  7. Cubra toda a lâmina com safranina e deixe corar por aproximadamente 30 segundos;
  8. Lave a lâmina em um filete de água;
  9. Seque a lâmina com auxílio de um papel de filtro limpo ou deixe-a secar ao ar livre;
  10. Aplique uma gota de óleo de imersão sobre o esfregaço e observe no microscópico com objetiva de imersão (100 X).
Membrana Plasmática: de composição lipoproteica, delimita o citoplasma.
Ribossomos: é a única organela presente, responsável pela síntese de proteínas, eles estão dispersos no citoplasma.
Citoplasma: Líquido de consistência viscosa com presença de enzimas e metabólitos. Grande parte do metabolismo das células bacterianas ocorre no citoplasma.
Cápsula: Com grande presença de água, estas cápsulas ficam ao redor da parede celular. Além de favorecerem a aderência ao substrato, também ajudam as bactérias a resistirem ao processo de fagocitose e a desidratação.
Fímbrias ou pili: São filamentos formados por tubos curtos e em grande quantidade. Embora parecidas com os flagelos, não possuem função locomotora. A função das fimbrias varia de espécie para espécie. Em algumas, desempenha o papel de fixação em substratos e, em outras, exerce a troca de DNA em processos reprodutivos.
Flagelos: Estes apêndices alongados e finos são compostos por uma proteína chamada flagelina. Esta estrutura é responsável pela locomoção de algumas espécies de bactérias. Portanto, nem todas as bactérias possuem flagelos.
Cromossomos: Composto por ADN que forma uma única cadeia circular em hélice dupla. Apresenta dobras, porém a camada protetora é ausente. Os cromossomos das bactérias estão localizados no citoplasma. Ele é chamado de nucleóide.
Plasmídios:  moléculas de DNA não ligada ao cromossomo bacteriano - espalhados pelo hialoplasma. Eles costumam conter genes para resistência a antibióticos.

3º) Morfologia Bacteriana

·         Cocos: Bactérias com formato esférico ou oval. Exemplo: Staphylococcuse Streptococcu.
·         Diplococos: Duas bactérias em formato de cocos unidas;
·         Tétrades: Quatro cocos agrupados;
·         Sarcina: Oito cocos unidos formando uma estrutura semelhante a um cubo;
·         Estreptococos: Cocos unidos como uma cadeia, que lembram colares de conta
·         Estafilococos: Cocos agrupados como um cacho de uvas.

·         Bacilos: Bactérias com formato cilíndrico ou em forma de bastão, que pode ser curto ou longo. Exemplo: Escherichia, Bacillus e Clostridium.(endósporo
·         Diplobacilos: Bacilos dispostos aos pares;
·         Estreptobacilos: Bacilos unidos formando uma cadeia.

·         Espiraladas: Bactérias com formato espiral. Exemplo: Vibrio cholerae e Leptospira.
·         Espirilos: Bactérias em forma de espiral que apresentam corpo rígido e locomovem-se com a ajuda de flagelos;
·         Espiroquetas: Bactérias em espiral que são mais flexíveis e locomovem-se por contrações citoplasmáticas;
·         Vibriões: Bactérias que apresentam corpo semelhante a uma vírgula.






OBS:

4º) Nutrição e Fontes de energia
As bactérias podem ser: autotróficas e heterotróficas.
As bactérias autotróficas são as que obtém átomos de carbono, diretamente do gás carbônico.
As bactérias heterotróficas obtêm átomos de carbono a partir de moléculas orgânicas.
Quanto à fonte de energia elas podem ser:
Bactérias fototróficas: utilizam a luz como fonte primária de energia.
Bactérias quimiotróficas: dependem de reações de oxirredução de compostos inorgânicos ou orgânicos para obter energia.


                                                           Fonte Tortora, 1995

Ø  Bactérias Fotoautotróficas: produzem o seu próprio alimento por meio da fotossíntese. Elas podem ser de dois grupos: as proclorófitas e as cianobactérias, e o outro grupo são das sulfobactérias.
      As duas primeiras realizam a fotossíntese



                                                                 Cianobactéria
                                                                 Proclorófitas

As sulfobactérias: realizam um tipo de fotossíntese em que a substância doadora de hidrogênio não é a água, mas sim compostos de enxofre, principalmente o gás sulfídrico H2S, produzindo enxofre (S) como subproduto da fotossíntese. A maioria dessas bactérias vivem em lugares pobres em oxigênio. São anaeróbias obrigatórias.


Caixa de texto: 2

Ø  Bactérias foto-heterotróficas: utilizam luz como fonte de energia, mas não conseguem converter o gás carbônico em substâncias orgânicas. Por isso, utilizam compostos orgânicos absorvidos do meio externo, como álcoois, ácidos graxos, e outros. Elas vivem em ambiente pobre em oxigênio.
                                                    Rhodobacter
                                                        Chloroflexus

Bactérias quimioautotróficas: utilizam a oxidação de compostos inorgânicos como fonte de energia para produzir suas substâncias orgânicas.


Bactérias quimio-heterotróficas: retiram energia das moléculas orgânicas ingeridas. Elas podem ser:
Bactérias saprofágicas: alimentam-se de matéria orgânica morta à são decompositoras.
Bactérias parasitas: alimentam-se de tecidos dos hospedeiros, causando várias doenças.

5º) Respiração
Para sobreviver as bactérias necessitam catabolizar a glicose para a obtenção da energia acumulada em suas ligações químicas. Isso pode ser feito com a presença ou não do gás oxigênio.
Ø  Respiração aeróbica: respiram o oxigênio
Ø  Respiração anaeróbica:
a) obrigatória: não tolera o oxigênio. Ex. bactéria do tétano, bactéria do botulismo, pseudomona, que devolve o nitrogênio para a atmosfera. Equação abaixo :

b) facultativa: podem energia (ATP) tanto através d respiração aeróbia como da anaeróbia (fermentação). Ex. Escherichia coli, habita o intestino de animais endotérmicos.


6º) Reprodução
a                     a  ) Assexuada:
·         Bactérias apresentam reprodução assexuada por bipartição (divisão binária, cissiparidade), que produz clones. Nesse processo a célula da bactéria duplica o seu cromossomo e divide-se ao meio, em condições normais esse processo dura 20 minutos


·         Esporulação: algumas espécies de bactéria originam, sob certas condições ambientais, estruturas resistentes, ditas endósporos, o qual resulta da desidratação da célula bacteriana e da formação de uma parede grossa e resistente em torno do citoplasma desidratado. O cromossomo duplica-se e uma das cópias isola-se do resto da célula, o qual será envolvido por uma membrana plasmática e ao redor dela forma-se uma parede espessa, constituindo o endósporo. O que sobrou do conteúdo celular é degenerado, a parede celular é rompida liberando os endósporos. Ao encontrar um ambiente propicio, o endósporo se hidrata, rompe-se sua parede celular, e uma nova bactéria surge e se reproduz por divisão binária.



b)Sexuada: Para as bactérias considera-se reprodução sexuada qualquer processo de transferência de fragmentos de DNA de uma célula para outra. Depois de transferido, o DNA da bactéria doadora se recombina com o da receptora, produzindo cromossomos com novas misturas de genes. Esses cromossomos recombinados serão transmitidos às células-filhas quando a bactéria se dividir.
A transferência de DNA de uma bactéria para outra pode ocorrer de três maneiras: por transformação, transdução e por conjugação.
Ø  Transformação: a bactéria absorve moléculas de DNA dispersas no meio e as incorpora à cromatina (DNA). Esse DNA pode ser proveniente, por exemplo, de bactérias mortas. Esse processo ocorre espontaneamente na natureza. Elas são chamadas de bactérias transformadoras
Esse tipo de reprodução é utilizado como uma técnica de Engenharia Genética, para introduzir genes de diferentes espécies em células bacterianas.


Essa foi a técnica usada para introduzir o gene da insulina humana em células da bactéria  Escherichia coli. Esses genes são introduzidos nos plasmídeos que foram absorvidos pelas bactérias. Como os plasmídeos se multiplicam dentro da célula bacteriana e são transmitidos às células-filhas, origina-se dessa forma novas bactérias com o gene da insulina.

Ø  Transdução: é a transferência de genes de uma bactéria para outra por intermédio do vírus dito bacteriófago (FAGO).



Ø  Conjugação: Na conjugação bacteriana, pedaços de DNA passam diretamente de uma bactéria doadora, o "macho", para uma receptora, a "fêmea". Isso acontece através de microscópicos tubos proteicos, chamados pili, que as bactérias "macho" possuem em sua superfície. O fragmento de DNA transferido se recombina com o cromossomo da bactéria "fêmea", produzindo novas misturas genéticas, que serão transmitidas às células-filhas na próxima divisão celular. Ou seja, é a passagem do material genético através de pontes citoplasmáticas.






Cianobactérias
As cianobactérias são também procariontes, São autótrofas, realizam fotossíntese, mas suas células não possuem cloroplastos. A clorofila, do tipo a, fica dispersa pelo hialoplasma e em lamelas fotossintetizantes, que são ramificações da membrana plasmática.
Além da clorofila, possuem outros pigmentos acessórios, como os carotenóides (alaranjado), ficoeritrina (um pigmento de cor vermelha,) e a ficocianina (um pigmento de cor azulada, que originou o nome das cianobactérias, anteriormente denominadas "algas azuis"). Elas vivem no mar, na água doce e em meio terrestre úmido.
Há espécies que possuem células isoladas e outras que formam colônias de diferentes formatos.
Medem apenas alguns micrômetros, ou seja, podem ser vistas somente com a ajuda de microscópios. Podem ser encontradas no formato unicelular, em colônias de cianobactérias unicelulares ou apresentam organização em forma de filamentos.

Liberação de toxinas
Algumas espécies de cianobactérias produzem e liberam toxinas na água que podem envenenar outros animais que habitam o mesmo ambiente ou contaminar a água potável, levando doenças aos seres humanos. As mais prejudiciais para os seres humanos (causadoras de doenças) são as hepatotoxinas e as neurotoxinas. O grande problema é que muitas destas toxinas não podem ser eliminadas pelo processo de fervura da água ou por métodos tradicionais usados em Estações de Tratamento de Água.



A reprodução nas cianobactérias
Nas cianobactérias unicelulares, a reprodução assexuada dá-se por divisão binária da célula. Nas espécies filamentosas, é comum a ocorrência de fragmentação do filamento, produzindo-se vários descendentes semelhantes geneticamente uns aos outros. A esses fragmentos contendo muitas células dá-se o nome de hormogônios.
Nas cianobactérias filamentosas há formação de esporos ditos, acinetos que podem destacar-se e originar novos filamentos. Além de acinetos, algumas espécies possuem uma célula especial denominada HETEROCISTO, cuja função é fixar nitrogênio.






Doenças causadas por bactérias

Causa manchas vermelhas na pele
Capivara à carrapato estrela à homem

 Rato -à urina à homem e outro animais (cão) à com ou sem lesões na pele.
Cuidados com as piscinas e plástico, colocar cloro na água.












·         A hanseníase, antigamente chamada de lepra, é transmitida de pessoa a pessoa.

·         A tuberculose também é transmitida de pessoa a pessoa, por meio de gotículas de saliva. Sintomas comuns são febre e tosse por algumas semanas.

·         O botulismo é causado por toxinas de bactérias presentes em alimentos em conserva mal preparados. A fervura dos alimentos evita o contágio.

·         Cortes na pele permitem a entrada da bactéria do tétano.

·         A meningite meningocócica é transmitida por gotículas de saliva.

·         O cólera tem ciclo fecal-oral. Água contaminada transmite essa doença às pessoas. Seu principal sintoma é a diarreia.

·         Algumas doenças bacterianas são prevenidas por vacinação, como o tétano e a meningite meningocócica.



                                                                           gonorreia
                                                (folha.uol.com.br)

  • Gonorreia (blenorragia), sífilis e uretrite não gonocócica (clamídia) são DSTs causadas por bactérias.

  • A transmissão pode dar-se por contato entre órgãos genitais, mas também há casos de transmissão por mãos infectadas e pela boca.

  • O tratamento é feito com o uso de antibióticos.

  • DSTs podem ser transmitidas aos filhos no momento do parto.










Domínio Archaea
O termo archaea (do grego “antigo”, “velho”) é a denominação dada a um dos domínios de seres vivos. Os seres do domínio archaea são formas de vida antigas, organismos procariotas, sendo que a maioria deles habita em ambientes como lagos ou mares bastante salinos, além de pântanos, fontes hidrotermais e outros ricos em gás sulfídrico.

Características

Algumas características morfológicas das arqueias são semelhantes às das bactérias, incluindo o fato de serem procariotas, isto é, sem a presença de um núcleo delimitado por uma membrana.
Determinadas características das arqueias podem ser encontradas em eucariotas ou em bactérias, como, por exemplo, o fato de geralmente possuírem um único cromossomo circular (como as bactérias) e a possibilidade de seus cromossomos terem mais do que uma origem de replicação (o que se acreditava ocorrer apenas nos eucariotas).
Algumas das diferenças entre os reinos arquea e bacteria são as seguintes: as arqueias não possuem peptidoglicanos na parede celular, têm a capacidade de produzir metano como resíduo do metabolismo (trata-se de algumas arqueias pertencentes ao filo euryarchaeotae que são chamadas de metanogénios) e podem sobreviver em ambientes extremos de vida.

Bactérias metanogênicas

São arqueobactérias anaeróbias (vivem na ausência de oxigênio) que possuem a capacidade de fabricar gás metano. Vivem geralmente em regiões profundas dos oceanos, em áreas de pântanos e também no sistema digestório dos animais ruminantes (atuam na digestão da celulose). Elas também tem uma aplicação  importante como decompositores de estações de tratamento do esgoto.

Bactérias halófilas extremas ( halo = sal)

Estas bactérias habitam áreas aquáticas com elevada concentração de sal. Estão presentes no Mar Morto e também em salinas (lagoas formadas pela água do mar para a produção do sal de cozinha).

Bactérias termófilas extremas

São bactérias que habitam águas com temperaturas muito elevadas (entre 70º e 150ºC) como, por exemplo, fendas vulcânicas. São organismos quimiossintetizantes, pois obtém energia através da oxidação do enxofre. 

Exemplos de arqueobactérias:

- Nanoarchaeum equitans

- Halobactéria sp.

- Sulfolobus sp.

 Algumas das características únicas das arqueias:
·         Determinadas espécies desses organismos produzem energia a partir da luz. Isto é possível devido a uma estrutura celular denominada bacteriorrodopsina;
·         As arqueias possuem membrana celular com lipídios que são compostos pela associação de glicerol-éter;
·         O flagelo das arqueias difere, na composição e desenvolvimento, dos das bactérias, sendo chamado de arcaelo;
·         O reino archaea é composto pelos filos korarchaeota, crenarchaeota, euryarchaeota e nanoarchaeota

·         As bactérias metanogênicas são de grande importância na produção do gás metano, usado como combustível. São elas as responsáveis pela produção deste gás nas estações de tratamento de lixo orgânico. O gás metano, presente em reservas naturais, também foi produzido com a ação destas bactérias, porém a milhares de anos.




fonte livro Campbeell