terça-feira, 14 de maio de 2019

Moluscos

O Filo Mollusca (do latim  mollusca = mole)  é o segundo maior grupo de invertebrados

1º) Características Gerais
São triblásticos
Celomados
Protostômios
Simetria bilateral
Com ou sem concha
Corpo mole
Não segmentado
São aquáticos ou terrestres
São detritívoros e herbívoros
Sistema digestório completo  
Sistema circulatório aberto, nos cefalópodes é fechado
Exceção por nefrídios
Sistema nervoso ganglionar
Sexos separados, mas há espécies hermafrodita (classe gastrópodo)
Respiração branquial e pulmonar

 2ª) Organização
O corpo está divido em cabeça, massa visceral e pé.
Na cabeça: localizam-se a boca e importantes órgãos sensoriais, tais como olhos e tentáculos sensitivos. Cefalópodes a cabeça é muito desenvolvida enquanto que nos bivalves é muito reduzida.
O pé: é um órgão musculoso, cuja função primordial está na locomoção, que se faz por deslizamento, natação ou escavação. No polvo e na lula ele se apresenta transformado em tentáculos.
A locomoção dos moluscos é normalmente realizada pelo pé. Nos gastrópodes. O pé funciona como uma estrutura rastejadora e, nos bivalves, é adaptado para a escavação permitindo o deslocamento do animal, em geral, verticalmente no sedimento (areia ou lodo). Os polvos também podem rastejar.
Cefalópodes locomovem-se por propulsão a jato. A água armazenada na cavidade do manto é expulsa com vigor por uma abertura dita FUNIL ou SIFÃO e impulsiona o animal no sentido oposto. O funil é uma estrutura móvel e o ajuste da direção permite grande variedade de movimentos ao animal, que pode dar voltas de 360º ou, até mesmo, pairar na coluna d’água.
A propulsão a jato nos bivalves é obtida pelos movimentos de abrir e fechar das duas valvas da concha.
Na massa visceral: situam-se as vísceras, ou seja, os órgãos internos, como, intestino, glândula digestiva etc. A massa visceral é recoberta por uma prega de pele denominada MANTO, ou PÁLEO responsável pela secreção da concha. Ele também é chamado de cavidade paleal ou cavidade do manto. Nessa cavidade encontram-se as aberturas dos aparelhos digestório e excretor.

3ª) Estrutura da Concha
A concha que corresponde ao exoesqueleto, reveste o corpo e é produzida a partir da epiderme do manto. Ela se forma em uma peça ou valva só nos gastrópodes exceto na lesma, e por duas peças nos bivalves, nos cefalópodes ela está ausente no polvo e na lula e na sépia ela é interna, rudimentar e muito reduzida. Nos náutilos ela é externa e espiralada, dividida em varias câmras.
A concha da maioria dos moluscos é constituída por 3 camadas: Nacarada (ou perolada) mais interna, prismática, mediana e a orgânica (ou perióstraco), mais externa. As 2 primeiras são formadas de carbonato de cálcio e a última de material orgânico.
4º Fisiologia
       a)    Sistema digestório
O tubo digestório dos moluscos é completo: boca faringe, esôfago, estômago intestino e ânus. Muitos apresentam na boca uma estrutura semelhante a uma língua com pequenos dentes de quitina, a RÁDULA. Que raspa algas e outros alimentos presos nas pedras, enviando-os para o tubo digestório. A rádula não aparece nos moluscos filtradores (mexilhão, ostras), que se alimentam de plâncton. Eles obtêm o seu alimento por filtração durante o processo de respiração. As partículas alimentares são retiradas no muco das brânquias e conduzidas até a boca por meio dos cílios.
Os moluscos são dotados de um estômago, uma glândula digestiva (fígado ou hepatopâncreas) e o intestino, que se abre pelo ânus. Estão presentes também glândulas salivares, que lubrificam a rádula e envolvem o alimento com muco. A maior parte da digestão é intracelular e ocorre dentro da glândula digestiva. Outra parte, extracelular, acontece no estômago. A principal função do intestino é a eliminação das fezes.
O polvo e a lula possuem um par de fortes mandíbulas quitinosas na faringe, que lembram o bico de papagaio, nesse caso, a rádula tem apenas função de empurrar o alimento para o interior do tubo digestório. Eles capturam o seu alimento por meio de tentáculos, que são extremamente musculosos e dotados de ventosas.
O alimento passa da boca para um tubo onde desembocam as glândulas salivares. No estômago, há uma estrutura dita estilete cristalino que promove eficiente circulação do alimento no interior do órgão, enquanto enzimas digestivas encarregam-se da digestão química. No intestino, os nutrientes são absorvidos, e os excretas são eliminados na cavidade paleal pelo ânus.
 b) Sistema Circulatório
Este é formado por um órgão contrátil, o coração que bombeia o sangue, através de uma rede de tubos, os vasos sanguíneos (artérias e veias). O coração localizado na cavidade pericárdica, derivada do celoma, possui uma câmara mediana, o ventrículo e duas câmaras laterais os átrios. Este recebe o sangue oxigenado proveniente das brânquias e o ventrículo impulsiona esse sangue por um sistema ramificado de vasos e de lacunas.
O sangue leva alimento e gás oxigênio para todas as células do corpo e retira delas gás carbônico e outros resíduos do metabolismo celular (excreções).
As artérias partem do coração e terminam em cavidades ditas LACUNAS SANGUÍNEAS OU HEMOCELAS, onde o sangue entra em contato direto com as células dos tecidos. Das lacunas o sangue passa para as veias, que o conduzem de volta ao coração.
O sistema circulatório dos moluscos é ABERTO ou LACUNAR, exceto nos cefalópodes que é fechado, uma vez que o sangue sai do interior dos vasos e cai nos espaços entre os tecidos, executando o seguinte percurso: coração à artériasà hemocelasà veiasà coração.
c)Sistema Respiratório
A respiração dos moluscos pode ser: cutâneaà ocorre por difusão de gases através da pele; branquialà ocorre na maioria das espécies e pulmonar à que ocorre em caracóis. Os órgãos respiratórios dos moluscos aquáticos chamam-se brânquias. Estas são constituídas por projeções da superfície corporal ricamente vascularizada. Em alguns caracóis e caramujos de água doce, a cavidade paleal transforma-se numa câmara cuja parede é irrigada de sangue. Esta câmara funciona como um pulmão primitivo, retirando o oxigênio do ar. O pigmento respiratório da maioria é a hemocianina de cor azulada, mas há moluscos que possuem hemoglobina.
d) Sistema Excretor
Os moluscos apresentam um par de órgãos excretores ditos METANEFRÍDIOS, especializados em eliminar os produtos tóxicos do metabolismo celular. O metanefrídio é uma espécie de funil longo e dobrado, que retira excreções tanto da cavidade pericárdica, uma bolsa celômica cheia de sangue que envolve o coração, quanto dos vasos sanguíneos que circulam em suas proximidades. Através do conduto do metanefrídio as excreções são expelidas do corpo do animal.
e) Coordenação
O sistema nervoso é formado por vários pares de gânglios unidos por cordões nervosos. Na cabeça há um par de gânglios cerebrais, que enviam nervos para os órgãos sensoriais, e os gânglios bucais (para a rádula). Os pés são dotados de gânglios pedais, que controlam as contrações da musculatura dessa parte do corpo. Ainda existem os gânglios que inervam os órgãos internos (gânglios viscerais), os que inervam o manto (gânglios pleurais) e os que inervam as brânquias (gânglios intestinais).
O polvo e a lula têm olhos bem desenvolvidos, semelhantes aos dos vertebrados e capazes de formar imagens. Na ostra e no mexilhão os órgãos visuais são mais simples, sendo capazes de apenas captar a luz (células fotorreceptoras) . Há também estatocisto, que funcionam como órgãos de equilíbrio; os tentáculos táteis e receptores químicos, os OSFRÁDIOS, que são pequenas estruturas, próximas às brânquias, com a função de identificar e analisar as substâncias dissolvidas na água.

f)Reprodução
Todos os moluscos reproduzem-se sexuadamente. Há espécies dioicas (mexilhão) e monoicas (caracol). A fecundação pode ser interna ou externa, e o desenvolvimento direto ou indireto com a larva véliger.
Nos hermafroditas raramente ocorre autofecundação, sendo mais comum a fecundação cruzada. Em algumas espécies, o indivíduo produz, inicialmente, só gametas masculinos, funcionando como macho. Mais tarde, produz gametas femininos, funcionando como fêmea.
Em alguns caramujos, dois animais, um na fase funcional de fêmea e outro de macho, realizam fecundação recíproca.
Nos polvos e lulas, o macho usa uns dos tentáculos para transferir uma bolsa de esperma à espermatóforoß, para a fêmea.
5º) Classificação
                                       CM da biologia
1º)Classe Monoplacophora (do grego monos, um + plax, placa + phora, portador)
São moluscos pouco conhecidos, são pequenos dotados de uma única concha em forma de placa, o nome da classe é por isso, pé em forma sola rastejadora, são exclusivamente marinhos sendo encontrados em grandes profundidades.
Ex.: Neopilina: ela tem cinco pares de brânquias, dois átrios, seis pares de nefrídios, um ou dois pares de gônadas, sistema nervoso em forma de escada com dez pares de nervos pediosos e possui rádula na boca.
2º) Classe Polyplacophora (do grego polys, muitas + plax, placa + phora, portador)
São também chamados de classe Amphineura (do grgo amphi = ambos os lados;
neuron = nevo, significando cabeça).
Ex.: Chiton  ou Quíton : Vivem exclusivamente em ambientes marinhos, em águas rasas. Sua concha é formada por oito placas calcárias articuláveis justapostas. São pequenos, boca com rádula, pé amplo e chato, com o qual se fixa nas rochas.
3º) Classe Scaphopoda (do grego skaphe, bote + podos, pé)
São moluscos exclusivamente marinhos, sua concha lembra a presa de um elefante. Ex. Dentalium: Pé na extremidade maior, que é usado para cavar e também para capturar o seu alimento com a ajuda de cílios. O alimento também pode ser capturado pelos tentáculos nos quais existe uma protuberância, dita captáculo, que é coberta por um muco.
4º) Classe Gastropoda ( go grego gastros= estômago; podos= pé)

São moluscos marinhos, podem ser também de água doce e terrestres. Uma característica específica da classe é a torção. À medida que o embrião se desenvolve, a sua massa visceral pode apresentar uma torção de 180º, com isso o ânus e a cavidade do manto tornam-se anteriores e abrem-se dorsoventralmente à boca e à cabeça.
São também chamados de univalve, concha com uma valva.  Ela é espiralada.
O pé dos gastrópodos é bem desenvolvido e serve para a locomoção, há uma secreção, muco, que é liberada por uma glândula localizada logo abaixo da boca, que facilita o seu deslocamento. A sua massa visceral se localiza acima dos pés. N a boca há uma estrutura que serve para raspar os alimentos presos a rochas, dita rádula. A cabeça possui dois pares de tentáculos onde nas extremidades se localizam os olhos. A cavidade do manto nos terrestre funciona como “pulmão”.
ex.: caracol, caramujo, lesma ( não possui concha)
5º) Classe Pelecypoda (do grego pelekys = machado)
São também chamados de bivalves, sua concha possui 2 valvas. São aquáticos. Seu pé é em forma de machadinha. São sedentários, a maioria, são filtradores, não possuem cabeça, a cavidade do manto possui brânquias.
Ex.: ostra, mexilhão, vôngole.

6º) Classe Cefalopodos (do grego kephalos = cabeça)
São moluscos marinhos, a sua cabeça está ligada aos pés, que é muito desenvolvido formando tentáculos longos, forte e musculosos. Sistema circulatório fechado.
Ex. polvo, lula, sépia, Náutilos
sépia

organização do cefalópodo: Lula, (pena = concha interna)





Bibliografia
Amabis : Biologia dos organismos Vol 2
Pezzi: Seres Vivos vol 2
Hickman: Principios integrados de Zoologia
Cezar : Biologia Vol 2
Campbell : Biologia pág 677
Fotos da internet


quarta-feira, 8 de maio de 2019

tecidos vegetais

Histologia vegetal

Histologia Vegetal é o estudo específico de tecidos vegetais. Tecidos Vegetais são grupos de células que durante o desenvolvimento embrionário, geralmente realizam as mesmas funções. São divididos em:
Tecidos Meristemáticos (meristemas): apresentam células indiferenciadas com elevada incidência de divisão celular por mitose, responsável pelo crescimento da planta em espessura e em comprimento. Ocorrem nos ápices dos caules e da raiz.
Tecidos adultos (tecidos permanentes da planta): derivam de meristemas e têm células diferenciadas. São responsáveis pela realização das funções vitais, como a condução de substâncias (xilema e floema); a sustentação (colênquima e esclerênquima; revestimento (epiderme e súber) e o preenchimento e armazenamento (parênquima
localização do tecidos vegetais

1º) Meristemas (do grego merismo = dividir)
Todos os tipos de células que compõem uma planta tiveram origem a partir dos tecidos meristemáticos, formados por células que possuem uma parede primaria fina, pequenos vacúolos e grande capacidade de realizar mitose. As células que mantém o meristema como uma fonte contínua de novas células, são ditas, iniciais, das quais uma permanece sempre inicial e a outra se torna uma célula do corpo, dita derivada.
O tecido meristemático pode ser: Primário e Secundário.
Meristema Primário: Os tecidos meristemáticos primários são: a protoderme, o procâmbio e o meristema fundamental.
protoderme ou dermatogênio é o tecido que reveste externamente o embrião e dará origem a epiderme, o primeiro tecido de revestimento da planta.

procâmbio ou pleroma dará origem aos tecidos vasculares, xilema e floema primários. O procâmbio permanece como tecido meristemático entre o xilema e o floema, sendo chamado de câmbio fascicular, que origina mais xilema e mais floema
meristema fundamental ou periblema se forma logo abaixo da protoderme e dará origem ao córtex, constituído pelo parênquima e os tecidos de sustentação, colênquima e esclerênquima.
O caliptrogênio presente na raiz, origina a coifa que protege a ponta da raiz contra o atrito

Meristema secundário: promove o crescimento em espessura da planta. Aumentam o diâmetro da raiz e do caule nas angiospermas, que são chamadas de lenhosas; as angiospermas que não desenvolvem o meristema secundário são ditas herbáceas.
Os tecidos meristemáticos secundários são: o câmbio e o felogênio.
câmbio interfascicular origina o xilema e floema secundários.
felogênio origina o súber, um tecido morto de proteção e a feloderme um tecido vivo com função de revestimento.
O conjunto súber + felogênio + feloderme à forma a periderme



Tecidos adultos ou permanentes

1º) Revestimento
Os tecidos de revestimento protegem a planta contra perda de água e contra a ação de agentes externos físicos, químicos e patógenos. Eles são a epiderme e periderme.
       a)    Epiderme: é formada por uma camada de células vivas (uniestratificada), aclorofilada, justapostas e achatadas. Pode estar ausente em plantas aquáticas ou em plantas de lugares úmidos. Ela possui vários anexos, como:
      v  Cutícula: é uma película de revestimento formada por cutina, que é impermeabilizante. A cutícula protege também contra a perda de água e infecções e traumas mecânicos;
v  Estômatos: se localizam nas folhas na epiderme inferior. Ele é formado por um par de células estomáticas ou células guarda. Entre elas forma-se um orifício ostíolo que permite a entrada e saída de gases atmosféricos.  As células-guarda, que são as únicas células epidérmicas com cloroplastos, apresentam formato de rim e, em algumas espécies de monocotiledôneas, formato de halteres.
  v  Pelos ou tricomas:  eles podem ser simples ou ramificados, vivos ou mortos e têm várias funções: proteção, absorção e secreção e podem ser encontrados em várias partes dos vegetais. Por exemplo: pelos absorventes presentes na raiz, nas plantas epífitas eles absorvem água da chuva, outros podem atuar contra o ataque de insetos, os tricomas das plantas carnívoras ajudam na captura de alimento. Nas urtigas, seus pelos são perfurados e pontiagudos que ao serem tocados perdem a ponta e liberam uma substância urticante ao penetrarem na pele de um animal.
   v  Hidatódios: são estômatos  modificados especializados em eliminar o excesso de água, estão situados nas bordas e nas pontas das folhas, onde pela manhã liberam gotículas de águaà gutação.
      a)    Periderme: são encontrados em plantas lenhosas. Eles substituem a epiderme nas regiões mais velhas do caule e da raiz. A periderme se forma a partir da diferenciação do felogênio (meristema secundário), que é constituído por células com grande capacidade de divisão. O felogênio produz feloderme (células vivas), situada para dentro e o súber ou cortiça (células mortas) situada para fora


2º) Parênquimas
Tecido vegetal fundamental, que constitui a maior parte da massa dos vegetais, formado por células poliédricas, quase isodiamétricas e com paredes não lignificadas, a partir das quais os outros tecidos se desenvolvem. São formados por células vivas dotadas de parede primária, essa parede é importante na regeneração e cicatrização de lesões, essas células também originam as raízes adventícias; algumas células parenquimáticas apresentam também paredes secundárias.
Funções:
Preenchimento
Sua função é preencher espaços entre os tecidos internos. As células desse tecido são grandes, não especializadas e com paredes finas. Estão presentes em grande quantidade no córtex à parênquima cortical e na medula à parênquima medular de raízes e caules
Fotossíntese à parênquimas clorofilianos
São ricos  em cloroplasto , ele se localiza entre as epidermes superior e inferior da folha. Há dois tipos desse parênquima: paliçádico : possui células alongadas e ricas em cloroplastos, suas células estão presas umas às outras e dispostas perpendicularmente à superfície das folhas e o O parênquima lacunoso (ou esponjoso): tem por características células de formato irregular e presença de espaços intercelulares.
Armazenamento
Nos tecidos vegetais cujas células possuem leucoplastos com amido, o parênquima tem a função de reserva ou amilíferos, e são encontrados nas raízes e caules subterrâneos. Eles podem conter outras substâncias como proteínas e outros açúcares.
Há também parênquimas aeríferos ou aerênquimas, constituídos por células com grandes espaços entre elas, que formam cavidades cheias de ar. Estão presentes em plantas aquáticas tornando-as mais leves, facilitando a flutuação e ainda a troca de gases nas partes submersas da planta.
Em plantas de ambientes secos encontra-se um parênquima aquífero que tem o papel de reserva de água, importante para esses vegetais.
clorofiliano


.
aquífero
3º) Tecidos de Sustentação

a)    Colênquima: (do grego colla = cola) é formado por células vivas clorofiladas alongadas de parede muito espessa não lignificadas e que são macias e flexíveis, com uma aparência brilhante no tecido fresco. Esse tecido faz a sustentação de órgãos jovens em crescimento. Encontra-se colênquima em caules verdes, pecíolos e nas nervuras das folhas.
b)    Esclerênquima:(do grego skleros, que significa duro) é formado por células mortas e alongadas e não flexível, dita fibras. Em suas células ocorre um depósito de lignina, que é uma substância impermeável, rígida e resistente, ela impede a toca de material entre as células vizinhas. Como exemplo de fibras podemos citar a juta, sisal e o linho, que são usados como fibra têxtil.

4º) Tecidos de condução
As plantas vasculares possuem dois tecidos condutores: o xilema ou lenho (derivado do grego "ξύλον" = "madeira") ele transporta a seiva bruta (água e sais minerais) da raiz para a folha, o outro tecido é o floema ou líber (derivado do grego phlóos, «idem») ele transporta a seiva elaborada (substâncias orgânicas, como a glicose) das folhas para o caule e raiz. O xilema e o floema podem ser primários  que estão organizados no sistema axial e paralelo ao maior eixo do órgão ou secundários, que estão organizados no sistema axial e radial e dispostos na horizontal. Os primários são formados a partir do procâmbio, e os secundários são formados a partir do meristema lateral denominado de câmbio vascular.
Xilema  
É um tecido morto formado por traqueídes e elementos dos vasos.
Os traqueídes são células mortas com reforço de lignina, que estão dispostos em anéis espirais, que lembram a traqueia dos vertebrados, por isso o nome traqueídes. A comunicação entre as células dos traqueídes é feita através de poros ditos pontuações.  Nas gimnospermas essas pontuações são areoladas. A seiva circula entre essas pontuações.
 Além dos elementos traqueais, o xilema também tem um parênquima lenhoso que envolvem vasos velhos penetrando em seu interior diminuindo o lúmen interno, tornando esses vasos inativos que passam a ter a função apenas de sustentação. Esse processo ocorre na região central , que se torna rígida e compacta, recebendo o nome de  cerne -à madeira. Sem função de transportar água A região que permanece funcional chama- alburno à lenho secundário, com função de transportar água

Os elementos de vaso são as principais estruturas condutoras da seiva bruta nas angiospermas, eles estão dispostos em sequência, formando cordões celulares que vão da raiz até as folhas. São caracterizados por apresentarem perfurações, que são poros desprovidos de parede primaria e secundaria. Assim os elementos de vaso superpostos formam longos tubos contínuos, ditos vasos lenhosos.
Floema
O floema, também chamado de líber, é formado por células vivas, que possuem parede celular e um fina camada de membrana plasmática, ele é responsável pelo transporte da seiva elaborada. Ele é constituído por dois tipos de células tubos crivados e células-companheiras.
Tubos crivados: são formados por células vivas e alongadas, cujas paredes transversais são perfuradas  por muitos poros que recebem o nome de placa crivada.  
As células que compõem o tubo crivado são ditas elementos de tubo crivado, elas possuem um vacúolo grande central e um fina camada de citoplasma, não possuem núcleo. Através dos crivos, a seiva elaborada passa de uma célula para outra, juntamente com finos filamentos citoplasmáticos, os plasmodesmos.
Células-companheira: estão dispostas lateralmente aos tubos crivados, comunicam-se com ele pelos filamentos plasmodesmos, auxiliando os elementos de tubos crivados no transporte da seiva elaborada.



Bibliografia
Amabis: biologia dos organismo Vol 2
Cesar/Szar/Caldani biologia vol 2
Peter H. Ravem  Biologia Vegetal
Antônio Pezzi  biologia vol 2
Fotos da internet





sexta-feira, 3 de maio de 2019

introdução a ecologia

Introdução a Ecologia

             
Conceitos Básicos
Ecologia ( em grego oikos = casa; logos = estudo), é o estudo das relações dos seres entre si e  com o ambiente onde vivem, trocando matéria e energia.
Níveis de organização dos seres vivos
 
átomo: menor partícula que forma a matéria;
molécula: conjunto de átomos
orgânulos: estruturas vitais de uma célula ( mitocôndria, centríolo, cloroplasto, entre outros)
célula: forma os seres vivos, exceto os vírus (formados por moléculas de proteínas);
tecido: conjunto de células semelhantes;
órgão: conjunto de tecidos afins;
sistema: reunião de órgãos que exercem a mesma função;
organismo: conjunto de todos os sistemas corporais
população: conjunto de indivíduos da mesma espécie, que vivem na mesma área geográfica durante um certo tempo;
comunidade ou biocenose: é o conjunto de várias populações
ecossistema: é a união da comunidade com os fatores abióticos, como temperatura, clima, tipo de solo, quantidade de chuva, ou seja, é o conjunto de populações( meio biótico) com o meio abiótico;
biosfera: conjunto de todos os ecossistema, é o planeta Terra. 
habitat: é o endereço da espécie
nicho ecológico: é a profissão da espécie; é o papel que a espécie desempenha em um ecossistema: como: que ela come, para quem serve de alimento, onde se reproduz, onde se esconde e como ela se defende dos predadores. 
 ecótono: zona de transição entre dois ecossistemas
espécie: são indivíduos capazes de se reproduzir produzindo descendentes férteis.
(fonte: mundokupo.blogspot.com)

hormonios vegetais

Hormônios Vegetais
Uma planta necessita de água, gás carbônico, sol, clorofila e íons minerais, como o nitrogênio do solo para crescer. As nas plantas como nos animais a regulação e a coordenação do metabolismo, do crescimento e da morfogênese depende de estímulos, substância químicas ditas hormônios (do grego hormam = estimular). Os hormônios vegetais são chamados de fitormônios. Eles podem ser produzidos em um tecido e transportados para outro tecido, ou podem agir no mesmo tecido em que foram produzidos. Eles são ativos em pequenas quantidades. Os principais são: auxinas, citocininas, giberelinas, ácido ascórbico e etileno
1º) Auxinas - AIA – ácido indolilacético.



Charles Darwin e seu filho Francis, foram os primeiros a documentar o efeito do AIA, em 1881.
“Quando as plântulas são expostas a uma luz lateral, alguma influência é transmitida da parte superior para a inferior, causando a curvatura da última”.
As plantas normalmente crescem em direção da luz. Quando o seu ápice foi cortado ou encapado por um colarinho a prova de luz, a curvatura não ocorreu. Se a base for coberta, e o ápice estiver em perfeitas condições, ele irá se curvar.
Em 1926, o fisiologista vegetal Frits W. Went teve sucesso no isolamento da “influência” vinda dos ápices dos coleóptilos de plântulas de aveia. Ele chamou essa substância de auxina à Ácido Indol Acético.
As auxinas são sintetizadas pelas folhas, principalmente pelas gemas apicais dos caules de onde é distribuída para o vegetal. Os tecidos que sintetizam o AIA são os meristemas, e o seu transporte é polarà  transporte polar basípeto; isto é, do ápice para a base e NUNCA o inverso. A velocidade de transporte polar da auxina é de 5 a 20 cm/h.
Além do transporte polar, recentemente, foi demonstrado que a maior parte do AIA sintetizada nas folhas maduras, parece ser transportada de modo não-polar, pelo floema.
A concentração A promove um ótimo crescimento da raiz, e para o caule é ineficaz; já a concentração B é ótima para o crescimento do caule, inibe totalmente o crescimento da raiz.
Com isso, percebemos que a raiz precisa de pequenas quantidades de AIA e o caule precisa de mais.
Funções da Auxina
        a)    Abscisão das folhas:  a quantidade de AIA em uma folha é inversamente proporcional à sua idade. As folhas velhas caem quando a concentração atinge um valor baixo, menor que o ponto de inserção do pecíolo no caule. Forma-se no pecíolo da folha um tecido especial, a camada de abscisão, com células menores, dispostas em camadas transversais, ela é muito frágil e com isso permite que a folha velha se destaque.
     1-    Fase de manutenção da folha:  a alta concentração de AIA na folha reduz a sensibilidade da zona de abscisão ao etileno e evita a queda da folha.
    2-    Fase de indução da queda: a diminuição do AIA na folha aumenta a produção do etileno e a sensibilidade da zona de abscisão que desencadeia a fase da queda.
     3-    Fase da queda: síntese de enzimas que hidrolisam os polissacarídeos da parede celular resultando na separação das células e na abscisão das folhas.

    b)    Formação do fruto: o AIA liberado pelas sementes em formação estimula o crescimento dos frutos. Há frutos como a banana, laranja-baía e o limão taiti, que são frutos sem sementes, são ditos frutos partenocárpicos. A partenocarpia é obtida artificialmente de ovários com óvulos não fecundados, por pulverização local ou por aplicação de pasta de AIA.
         
  
c)    Dominância ou inibição apical: a alta concentração de auxina no ápice da planta inibe o desenvolvimento das gemas laterais à Dominância apical. Com a retirada da gema apical à inibição apical, as gemas laterais se desenvolvem, formando novos ramos na planta. Quando se substitui a gema apical por um bloco de ágar com AIA, a inibição das gemas laterais serão inibidas.
As auxinas e os tropismos

Tropismos são movimentos de crescimento das plantas em resposta a um estímulo externo, por exemplo, a luz e a força gravitacional.
LUZ: Pode manifestar-se na forma de curvatura do caule e raízes. Quando o crescimento ocorre em direção ao estímulo, é denominado de tropismo positivo. Quando ocorre em sentido contrário, é considerado como tropismo negativo.
O tropismo é controlado pelas auxinas que estimulam o alongamento celular, controlando a direção do crescimento.

Força Gravitacional: Gravitropismo: a raiz tem gravitropismo positivo (antes chamado de geotropismo), porque cresce no sentido do solo, para baixo. O caule possui gravitropismo negativo, porque cresce em direção contrária ao solo.

2º) Giberelinas
Em 1898, um pesquisador japonês Shotaro Hori descreveu uma doença que afetava lavouras de arroz, doença-da-plantinha-boba. A planta com essa doença crescia rapidamente, era longa e fina de coloração pálida, não produziam grãos e tendia a cair.

Em1926, o pesquisador japonês Eiichi Kurosawa constatou a presença de fungos do gênero Gibberella fujikuroi.
Em 1934 a giberelinas (GA) foi isolada e nomeada pelos químicos T. Yabuta e Y. Sumiki.
Em 1956, J Mac Millan, na Inglaterra, foi o primeiro a isolar com sucesso a giberelinas em sementes de feijão (Phaselous vulgaris).
A partir de então, as giberelinas foram identificadas em muitas outras plantas e em diferentes quantidades, mas as maiores concentrações são encontradas em sementes imaturas.
A mais estudada das 125 giberelinas existentes, é a que pertence ao grupo GA3, conhecida como ácido giberélico, que também é produzida pelo fungo Gibberella fujikuroi.
As giberelinas são produzidas nos mesmos locais que a auxina: meristemas apicais, em folhas jovens e nos embriões em desenvolvimento. Transportadas pelo xilema e floema.
Funções
Estimulo ao alongamento celular
Estimulo a floração
Promoção do desenvolvimento dos frutos, partenocarpia também
Quebra da dormência de gemas e de sementes.

 Plantas geneticamente anãs se forem pulverizadas com giberelinas, passam a se desenvolver bem, adquirindo um tamanho normal.
• Produção de Cerveja → Durante a produção de malte a partir de sementes de cevada, giberelinas podem ser usadas para acelerar a hidrólise de reservas da semente, pela indução da produção de enzimas hidrolíticas na camada de aleurona. Essas enzimas são liberadas no interior do endosperma amiláceo, onde quebram as reservas do endosperma em acucares e aminoacdos, os quais são solúveis e difusíveis. Os açúcares e os aminoácidos são então absorvidos pelo esculeto (cotilédone) e transportados para o sistema caulinar e para as raízes, promovendo o crescimento

                                    http://katyabotanica.blogspot.com/2015/06/giberelinas-reguladores-de-altura-das.html
3º) Etileno
O etileno ou eteno é o hidrocarboneto alceno mais simples da família das olefinas, constituído por dois átomos de carbono e quatro de hidrogênio. Existe uma ligação dupla entre os dois carbonos. A existência de uma ligação dupla significa que o etileno é um hidrocarboneto insaturado. H2C = CH2
Na “China milenar” já se sabia que os frutos colhidos amadureciam mais rapidamente quando armazenados em uma sala onde se queimava incenso.
 No século XIX a iluminação era feita com gás. Na Alemanha, verificou-se que o vazamento de gás dos postes de iluminação causava a desfolhação de árvores plantadas ao longo das avenidas.
A biossíntese do etileno começa com o aminoácido metionina, que reage com o ATP para forma um composto dito S-adenosilmetionina, ou SAM. Após isso o SAM é quebrado em dois compostos diferentes, sendo que o principal é o  ácido 1-aminocloropropano 1-carboxilícoà ACC, que é o percursor imediato do etileno. A enzima que catalisa a conversão de SAM para ACC é a ACC sintase. A sua produção pode ser afetada pelo frio e pelo CO2.

Biossíntese do etileno
Tirado do livro do Ravem pág: 629

Funções:

       a)    Amadurecimento dos frutos: os frutos maduros ou podres liberam etileno, que induz a maturação de frutos sadios.
           
            (Tirado ri.usf.br)
Se você quiser que um determinado fruto amadureça rapidamente, deve-se fazer uns sulcos nele e embrulha-lo; dessa forma o etileno não dissipa e fica retido no fruto, acelerando seu amadurecimento.
     a)    Indução da abscisão: o etileno presente nas folhas estimula a produção da celulase, enzima que destrói a parede celular, causando a queda de folhas, frutos e flores. Em vários sistemas a abscisão é controlada por uma interação entre o etileno e a auxina. Enquanto o etileno estimula a abscisão, a auxina reduz a sensibilidade das células da zona de abscisão.
      b)    Indução da floração: o amadurecimento de frutos carnosos, a clorofila é degradada, o fruto muda de cor pela formação de outros pigmentos, simultaneamente, a parte carnosa amolece por causa da digestão enzimática da pectina, um dos principais componentes da parede celular.  Nesse período, ocorre também a conversão de grãos de amido e ácidos orgânicos em açúcares, tornando os frutos doces e palatáveis.

4º) Ácido Abscísico (ABA): é um hormônio vegetal relacionado à inibição do crescimento, dormência das sementes e gemas, além do fechamento estomático. É produzido em folhas, no caule e na coifa da raiz, é transportado pelos vasos condutores.
Nas células-guarda dos estômatos ele estimula a saída de íons potássio, reduzindo a pressão osmótica e o turgor das células, com isso ocorre o fechamento estomático, esse processo é muito importante para as plantas de clima seco e muito quente, por causa da escassez de água. 
estômato